Avaliação do Orçamento de Estado para 2013: Cavaco não vai em palpites nem aceita pressões

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Avaliação do Orçamento de Estado para 2013: Cavaco não vai em palpites nem aceita pressões
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse na terça-feira em Lisboa que irá “guiar-se por pareceres jurídicos aprofundados” e pelo “interes-se nacional” na avaliação do Orçamento de Estado para 2013 e que não vai “reger-se” por “palpites”, nem aceitará “pressões”.

 “Ninguém me pressionará sobre essa matéria, é uma questão de grande relevância nacional e eu actuarei de acordo com o interesse nacional, não vou reger-me, não tenham dúvidas, por qualquer palpite, venha daqui ou de acolá”, garantiu o chefe de Estado.
 À margem da inauguração de um hotel em Lisboa, Cavaco Silva sublinhou que “em matéria de constitucionalidade” irá guiar-se “por pareceres jurídicos aprofundados e não por qualquer ideia que aqui ou ali se formula mas bastante superficial”.
 O Presidente da República falava aos jornalistas, depois de interrogado sobre os sucessivos apelos que lhe têm sido feitos para que peça a fiscalização preventiva da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013.

* É preciso “projectar” sinais de “confiança no futuro” do país

 O Presidente da República defendeu que o país precisa de “projectar” um sentimento de “confiança no seu futuro” e que o investimento no turismo
de alta qualidade é “estratégico” para ajudar a resolver os problemas nacionais. 
 “O investimento que acabamos de inaugurar é um sinal de confiança no futuro do país e que vai contribuir para o aumento da exportação de ser-viços e portanto dar resposta a um objetivo estratégico de Portugal que é o reduzir a sua dependência externa”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas.
 O chefe de Estado falava à margem da inauguração de um hotel em Lisboa, depois de no seu discurso já ter sublinhado que “um investimento desta dimensão e criador de emprego é um sinal de confiança no futuro do nosso país que apraz registar”.
 Para Cavaco, o exemplo deste hotel do grupo Sana, já a funcionar e instalado na Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações, é um sinal importante de “confiança no futuro do país” que “o país precisa de projectar”.
 “Não se fazem investimentos na ordem dos 200 milhões de euros [neste e noutros projectos do grupo Sana] sem uma perspectiva de futuro”, disse Cavaco Silva.