Autarquia do Fundão cria plano municipal de apoio a emigrantes

0
35
Autarquia do Fundão cria plano municipal de apoio a emigrantes

A Câmara do Fundão, no distrito de Castelo Branco, vai avançar com um Plano Municipal para a Integração dos Migrantes, que visa apoiar a integração quer dos emigrantes que pretendam regressar, quer da comunidade estrangeira que esteja ou que queiram fixar-se no concelho.

 O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, adiantou que este Plano Municipal tem já assegurado um financiamento no valor de 104 mil euros, na sequência da aprovação de uma candidatura que o município apresentou ao Alto Comissariado para as Migrações.

 "É um plano a concretizar em três anos, sendo que os pri-meiros seis meses são para construção colectiva do programa de acção", explicou.

 O autarca adiantou que será constituída uma rede de parcerias com várias instituições e entidades sociais deste concelho do distrito de Castelo Branco de modo "a articular as respostas e a definir outras políticas públicas" que se afigurem necessárias para a boa integração da população que regresse ao concelho ou que aqui se fixe.

 Componentes que o autarca considera "muito importantes", quer ao nível das "boas prácticas de integração", quer como uma forma de incentivar a fixação de pessoas, contribuindo para um melhor desenvolvimento económico-social deste que é um concelho de baixa densidade populacional.

 Com o objectivo de facilitar e até incentivar o regresso dos emigrantes a este concelho, o plano contará com acções que permitam "aprofundar" as respostas e serviços disponibilizados a estes portugueses, tendo também em conta os lusodescendentes que possam querer fixar-se no país onde têm as suas raízes.

 "Podemos por exemplo avançar com programas ou acções nas zonas onde temos uma maior comunidade de fundanenses para lhe explicarmos quais as oportunidades que existem na ótica do emprego e desenvolvimento socioeconómico do concelho", referiu Paulo Fernandes.

 Por outro lado, o plano terá ainda uma vertente centrada no apoio e na criação de condições que facilitem a "integração e inclusão" da comunidade estrangeira que já tenha escolhido ou possa vir a escolher este concelho para se fixar.

 A dinamização de formações para a aprendizagem da Língua Portuguesa, o apoio burocrático e administrativo e as respostas no plano das oportunidades de emprego e das condições de trabalho são algumas das áreas a dinamizar no âmbito deste plano.

 Segundo o autarca, actualmente o concelho já acolhe cerca de 460 pessoas oriundas de outros países, alguns dos quais técnicos ligados às empresas de novas tecnologias de informação e ao ‘cluster’ dos polimentos e outros que se dedicam essencialmente ao trabalho agrícola.

 O município não dispõe de dados concretos em relação aos emigrantes, mas aponta para que haja pelo menos cerca de 25 mil pessoas com raízes no Fundão a residir no estrangeiro, número que aumenta se se tiver em conta os lusodescendentes ou aqueles que sendo naturais do Fundão vivem noutras zonas do território nacional.