Autarca de Clermont-Ferrant em França lamenta fecho do Consulado português da região

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Autarca de Clermont-Ferrant em França lamenta fecho do Consulado português da região

O presidente da Câmara de Clermont-Ferrant, Serge Godard, lamentou o encerramento do Consulado português daquela que considera ser “a cidade mais portuguesa de França”, com cerca de 50 mil portugueses e luso-descendentes.

 “Os cidadãos de Clermont de origem portuguesa, e portugueses, têm uma grande ne-cessidade de ter um consulado próximo, e são obrigados a fazer cerca de 200 quilóme-tros para tratar dos assuntos consulares. Não me parece normal”, afirmou Serge Godard, que recebe este fim de semana o deputado socialista Paulo Pisco, eleito pela emigração.

 O autarca francês acrescentou que “a Câmara esteve ao lado dos portugueses que reagiram ao encerramento do Consulado”, em Dezembro de 2012.

 “Há portugueses em Clermont que têm um sucesso social excepcional, são dirigentes de empresas e necessitam de um Consulado perto deles”, concluiu Serge Godard.

 De visita à cidade, o deputado Paulo Pisco, considera a situação “absolutamente inaceitável”.

 “O Governo nomeou um cônsul honorário em Setembro de 2012 e passado praticamente um ano o Consulado ainda nem sequer está aberto”.

 Paulo Pisco considera tratar-se de “um problema muito sério”, que caracteriza como “um impasse da parte do Go-verno”.

 “Há aqui uma inactividade, uma paralisia relativamente a uma tomada de decisão que está a prejudicar enormemente os portugueses, da mesma maneira que os portugueses ficaram enormemente prejudicados com o encerramento de outros postos, designadamente em Lille e em Nantes, que agora estão a sobrecarregar brutalmente o Consulado Geral de Paris”.

 O deputado considera que não existe qualquer justificação “nem do ponto de vista financeiro, nem do ponto de vista administrativo, nem do ponto de vista da própria racionalidade económica”.

 “E muito menos da necessidade de prestar um serviço público decente aos cidadãos portugueses que estão aqui nestas regiões”, acrescentou Paulo Pisco.

 O deputado socialista sublinhou ainda a contradição “que tem que ver com o facto de haver uma contínua chegada de portugueses à região de Clermont-Ferrant”, assim como a outras regiões francesas, que coincide com o encerramento dos postos consu-lares.

 “É tudo uma grande irracionalidade, é tudo, diria mesmo, de uma grande crueldade na forma como os portugueses aqui, e em todas estas regiões de França, estão a ser desconsiderados pela incapacidade do Governo de corresponder às necessidades das nossas comunidades nestas regiões”.

 Paulo Pisco deslocou-se a Clermont-Ferrant, onde participou em comemorações populares da comunidade portuguesa da região e foi recebido pelo presidente da Câmara, Serge Godard.

 A visita do deputado do PS a esta região continuou com um almoço, onde participaram militantes e simpatizantes do Partido Socialista de Clermont-Ferrand.

A deslocação de Paulo Pisco terminou com a visita do de-putado ao Consulado-Geral de Portugal em Lyon, que tem vindo a ser sobrecarregado com o encerramento de servi-ços consulares como é o caso de Clermont-Ferrand.