Aumentou o nº de desempregados portugueses que pediram ajuda para pagar empréstimo habitação

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Aumentou o nº de desempregados

Aumentou o nº de desempregados O número de desempregados que não consegue pagar o empréstimo habitação e pe-diu ajuda do Estado aumentou em Abril, sendo o terceiro mês com mais pedidos desde a criação da Linha de Crédito Extraordinária.

 De acordo com a Direcção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), em Abril, houve 305 pedidos de adesão à Linha de Crédito Extraordinária (LCE), o que representa quase o dobro face ao mês de Março, em que se registaram 158 pedidos.
 Depois de Outubro e Dezembro de 2009, com 332 e 321 pedidos respectivamente, Abril foi o mês com maior número de pedidos de adesão à medida extraordinária destinada a apoiar os mutuários de empréstimos à habitação própria permanente (HPP) que se encontrem desempregados e registados no centro de emprego há, pelo menos, três meses.

 Segundo a última actualização da DGTF, até ao final de Abril 2.892 desempregados recorreram à moratória criada pelo Estado em Maio do ano passado, tendo sido aprovados 1.872 pedidos que utilizaram um apoio superior a 120 milhões de euros da LCE, mais 15 milhões do que até Março.
 Na mesma data, tinham sido recusados 175 pedidos e havia 845 ainda em análise, que representam um apoio de quase 40 milhões de euros.
 A LCE, criada pelo Decreto-Lei n.º 103/2009, de 12 de Maio de 2009, permite a moratória de metade da prestação mensal, até ao máximo de 500 euros, durante um prazo de 24 meses. Depois do período de utilização, o mutuário tem de reembolsar ao Estado o montante concedido, à taxa Euribor a seis meses deduzida de 0,50 por cento.

 Inicialmente, o prazo para aderir à LCE terminava a 31 de Dezembro de 2009, mas a 9 de Março foi prorrogado até 31 de Dezembro deste ano.
 Segundo o decreto-lei que criou esta medida de apoio aos desempregados o objectivo é a “apoiar as famílias relativamente aos encargos assumidos com a sua habitação permanente preservando-se o próprio património habitacional”.
 De acordo com a DGTF, 17 instituições de crédito aderiram à moratória do Estado lançada há um ano.