Aumento do desemprego esteve em foco no plenário da Assembleia da Madeira

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Aumento do desemprego esteve em foco no plenário da Assembleia da Madeira

A maioria do PSD-Madeira no parlamento regional rejeitou uma proposta legislativa do PS que visava a criação de uma estrutura para combater o aumento do desemprego na região.

 O líder parlamentar socialista, Carlos Pereira, salientou que em apenas um ano o desemprego na Madeira cresceu 45 por cento, declarando que nos últimos 24 meses “o Governo Regional conseguiu destruir 16 mil postos de trabalho e demonstrou que é o pior inimigo dos jovens da Madeira”.

 Por isso, o deputado do PS-M defendeu ser necessário “tirar o executivo da Quinta Vigia [presidência do Governo]” e a promoção de medidas concretas para resolver este problema.

 As críticas e argumentos sobre as consequências do desemprego surgiram de todas as bancadas da oposição, tendo José Manuel Rodrigues, do CDS-PP que tem nove elementos, considerado que o desemprego é “a consequência mais grave da cri-se” e defendido que “só o turismo pode servir de alavanca da economia regional”.

 O parlamentar centrista insular opinou ainda que “algo está mal na política de promoção e captação de turistas”, visto que foi feita uma aposta “errada” no mercado nacional que também é afectado pela actual conjuntura.

 A resposta do PSD-M veio do deputado do PSD Savino Correia (PSD), que salientou que o aumento do desemprego é “fenómeno social preocupante”, mas apontou que a responsabilidade é também do Governo central e que é um problema que “só se resolve com a dinamização da economia” com investimento dos privados.

 Já a sua colega de bancada Maria João Monte censurou a oposição madeirense por “esquecer” todas as medidas que têm sido implementadas na região para contornar a situação.

 O plenário ficou marcado mais uma vez pela saída da sala dos deputados da oposição por não estar no hemiciclo qualquer membro do Governo para a discussão de diplomas que propõe.

 Por isso, com os votos apenas da maioria do PSD, foram aprovados o regime de acesso e exercício da atividade de aluguer de veículos de passageiros sem condutor em vigor a nível nacional e um outro que estabelece o regime jurídico de proteção e extracção e dragagem de materiais inertes da orla costeira.

 Também se repetiu a cena da interrupção dos trabalhos mais cedo para intervalo, uma decisão do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Miguel Mendonça, porque a deputada do PTP Raquel Coelho estava gravar a sessão via telemóvel na altura em que o pai, José Manuel Coelho, fazia uma intervenção desde a tribuna do parlamento.

 Nesta sessão foi igualmente chumbado um voto de protesto do deputado do PCP contra a imposição de taxas moderadoras na saúde na região, uma imposição do programa de ajustamento econó-mico e financeiro, com os votos da maioria do PSD e a abstenção dos deputados do CDS e PAN.