Atraso na venda do Novo Banco está a comprometer os activos com impactos na banca

0
104
Atraso na venda do Novo Banco está a comprometer os activos com impactos na banca

A agência de ‘rating’ norte-americana Standard and Poor’s (S&P) considera que o atraso na venda do Novo Banco está a comprometer a maior parte dos ativos do antigo BES, admitindo que possa ter impacto na banca portuguesa.

 Numa análise à banca de Itália, Espanha, Grécia e Portugal ora divulgada, a agência de notação considera que "o pior da crise financeira já passou" na maioria destes quatro países do sul da Europa, que revelaram "melhorias notáveis" no sector.

 No caso português, a Standard and Poor’s considera que o atraso da venda do No-vo Banco está a "comprometer a maior parte dos ativos do antigo Banco Espírito Santo (BES)", o que "pode ter impactos" no sistema bancário português.

 Ainda assim, a agência de ‘rating’ nota que "as condições económicas em Portugal es-tão mais favoráveis" para os bancos nacionais.

 O Novo Banco esteve em processo de venda até meados de Setembro, quando o Banco de Portugal decidiu cancelar a operação após falhadas as negociações com os três candidatos que chegaram à fase final. O regulador e supervisor bancário deu então instruções ao presidente executivo do Novo Banco, Stock da Cunha, para reestruturar a instituição com vista a uma venda futura.

 O Novo Banco resultou da intervenção, em Agosto de 2014, do Banco de Portugal no ex-Banco Espírito Santo (BES).

 O BES, tal como era conhecido, acabou a 3 de Agosto de 2014, quatro dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 biliões de euros.

 O Fundo de Resolução bancário, gerido pelo Banco de Portugal, foi a entidade responsável por capitalizar o Novo Banco (incluindo com 3,9 biliões de euros de um empréstimo do Estado), sendo assim o atual dono da entidade bancária.

 Sobre a Grécia, escreve a S&P, a crise da dívida soberana, as incertezas ainda sobre a recapitalização da banca grega e a recente imposição de controlo de capitais "vão ter implicações materiais nos bancos do país".

 No que diz respeito à banca espanhola, a agência salienta que a maioria dos ‘ratings’ está a melhorar; sobre a banca italiana, destaca que os bancos italianos absorveram o impacto da recessão e que, além disso, o crescimento moderado da economia ita-liana pode limitar a recupe-ração da banca.