Associações empresariais preocupadas com fecho da delegação da AICEP em Badajoz

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Associações empresariais preocupadas com fecho da delegação da AICEP em Badajoz

Os presidentes das associações empresariais de Évora e Portalegre manifestaram-se preocupados com o encerramento da delegação de Badajoz, Espanha, da AICEP, considerando ser necessária para o apoio às exportações.

 O presidente do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), Rui Espada, que desconhecia esta deliberação, mostrou-se preocupado e adiantou que, devido à

actual situação económica de Portugal, “não é boa ideia” o encerramento da delegação, “independentemente dos

constrangimentos”.

 “A delegação de Badajoz da AICEP é um bom veículo de contacto quando queremos exportar para Espanha e não acho boa ideia o seu encerramento”, salientou.

 Por outro lado, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Jorge Pais, que também desconhecia a decisão, considerou o fecho “preocupante”.

 Jorge Pais acrescentou à Lusa que está preocupado por “se tratar do encerramento de um serviço de apoio às exportações e aos agentes económicos, sem se saber se foram tomadas algumas medidas para minimizar a situação”.

 “São necessárias medidas alternativas nesta região fronteiriça para apoio aos agentes económicos nas exportações para o mercado espanhol, o nosso principal mercado de exportação”, acrescentou.

 O presidente do NERPOR considerou que “é preciso ponderar quando é necessá-rio fazer cortes e onde serão menos necessários para su-prir as carências”.

Para Jorge Pais, “a economia precisa de mais apoio à exportação dos produtos portugueses e tem de ser feito tudo o que estiver ao alcance para melhorar as exportações”, realçou.

 “Tudo o que se puder fazer para aumentar as exportações e para encontrar novos mercados é importante e indispensável para a nossa economia”, considerou.

 Fonte da AICEP confirmou que aquela entidade fechou no final de Março as delegações de Vigo (Galiza) e Badajoz (Estremadura), em Espanha, por “razões orçamentais”, mas garantiu que a cobertura deste mercado fica assegurada.

 “Dentro do objectivo orçamental, a AICEP tomou a decisão de descontinuar estas duas delegações por se entender que a cobertura ficará assegurada, quer através de Madrid, quer dos nossos escritórios de Lisboa e do Porto”, acrescentou a fonte.

 Ainda assim, realçou, “Espanha continuará a ser o principal mercado de exportação nacional”.

Segundo a mesma fonte da agência de comércio externo, liderada por Pedro Reis, que está sobre a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, “neste momento não estão previstos mais encerramentos em 2013”.

 

* Encerramento da AICEP em Vigo  representa “falta de visão económica”  – Eixo Atlântico

 

 O presidente do Eixo Atlântico afirmou que o encerramento da delegação de Vigo (Espanha) da Agência para o Investimento e Comércio Ex-terno de Portugal (AICEP) representa uma “falta de visão económica” perante a importância do mercado galego.

 “Se a Galiza fosse um país, corresponderia ao sexto destino das exportações portuguesas. Isso é mais do que o que exportamos para os Estados Unidos, para a Holanda ou para a Inglaterra”, recordou José Maria Costa.

 O Eixo Atlântico é uma instituição que congrega os interesses das 34 maiores cidades do norte de Portugal e da Galiza, incluindo Vigo, a maior metrópole daquela região autónoma espanhola.

 “Precisávamos de potenciar e apoiar as nossas empresas na Galiza, procurando, ao mesmo tempo, captar investimento para Portugal, numa altura em que investidores galegos estão a fazer prospeção no Alto Minho para a instalação de fábricas. Mas, com este encerramento, as nossas empresas vão ficar mais desprotegidas”, sublinhou José Maria Costa, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo.