Associação Mocimbra quer estreitar laços entre Coimbra e Moçambique

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Coimbra

CoimbraEquipar alguns dos hospitais de localidades mais necessitadas de Moçambique, divulgar a cultura do país em Coimbra e em Portugal, fomentar a união da comunidade moçambicana residente na cidade, são apenas alguns dos grandes projectos da Mocimbra – Casa de Moçambique em Coimbra, uma associação, formalizada em Fevereiro deste ano, e que pretende fomentar a dinamização sócio-económica e cultural entre Portugal e Moçambique.

 “Começámos com um trabalho de localização e mobilização de moçambicanos e amigos de Moçambique para a formalização da associação”, explicou ao Diário de Coimbra Jair Chiulele, presidente da Mocimbra que, apesar de ter sido criada em 1997, esteve inactiva durante vários anos. 
 Neste momento, depois de formalizada e de realizadas as primeiras eleições – em Dezembro de 2008 -, é tempo de arregaçar as mangas e de cumprir alguns dos objectivos traçados, sempre em cooperação e parceria com outras associações com trabalho de-senvolvido naquele país.

 É o caso da Saúde em Português que irá desenvolver acti-vidades de formação junto de profissionais de saúde dos hospitais moçambicanos sinalizados pela Mocimbra. O de Gurué é apenas um exemplo.  Esta localidade moçambicana “está muito pouco desenvolvida, apesar do seu potencial”, garantiu Jair Chiulele, explicando que daquela pequena região vinha o chá produzido durante a época colonial.

 A associação pretende, por isso, neste caso, trabalhar em várias frentes. Por um lado, formar profissionais do hospital de Gurué, depois equipar aquela unidade – foi feito um pré-acordo com os HUC para a cedência de equipamento que já não utilizem – e, por fim, dar a conhecer as suas potencialidades junto de empresários portugueses.

 “Queremos trazer Gurué a Coimbra e, consequentemente, a Portugal”, continuou o dirigente, explicando que este é apenas um exemplo do que é que a Mocimbra, em colaboração com outras associações, pode fazer por Moçambique. “Nunca se sabe quando é que não haverá um empresário interessado em investir na indústria do chá em Gurué e desenvolver ali essa indústria, promovendo postos de trabalho”, continuou Jair Chiulele.
 Não se ficam por aqui os projectos. A saúde será “o cartão de visita” da associação, mas a Mocimbra quer ir mais longe e promover em Portugal aquelas que o presidente considera ser “as bandeiras” moçambicanas, a cultura e o desporto. Para isso, estão apostados em apoiar dois grupos de dança moçambicana existentes no nosso país, os Timbila Muzimba, sedeados em Évora e os Xipanepane, “instalados” na sede da Mocimbra, na Rua Bissaya Barreto, n.º 185, promovendo espectáculos com a sua participação em Coimbra e no resto do país.

 Instalada no Espaço Cidada-nia do edifício da Ordem dos Enfermeiros, em Coimbra, a associação tem ainda como projecto essencial dinamizar o bar daquele espaço que, neste momento, está aberto até às 20h00. «Gostaríamos de o transformar num bar com es-paço para exposições e uma biblioteca, para podermos divulgar a cultura e a literatura moçambicana e também ajudarmos à união da comunidade moçambicana em Coimbra»; explicou Jair Chiulele, confessando que, pelo menos no passado, havia uma certa divisão entre estudantes e trabalhadores moçambicanos.
 Serão de mais de uma centena os naturais de Moçambique a residir em Coimbra.

Muitos deles já foram estudantes universitários e, neste momento, são trabalhadores, como afirmou o presidente da associação, que conta neste momento com cerca de 90 associados. Fazer chegar a actividade e os projectos da Mocimbra ao máximo de pessoas possível tem sido a luta dos seus responsáveis. Cartas, e-mail ou uma página de Internet que será lançada brevemente foram os meios escolhidos. aços entre Coimbra e Moçambique