Assembleia-Geral Anual da Associação Portuguesa de Pais e Amigos de Deficientes Mentais – Lusito

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Assembleia-Geral Anual da Associação Portuguesa de Pais e Amigos de Deficientes Mentais - Lusito

Decorreu na segunda-feira, 18 de Setembro, a trigésima nona assembleia-geral anual da Associação Portuguesa de Pais e Amigos de Deficientes Mentais – Lusito. Nesta reu-nião, foram tornadas públicas as contas da Escola e foi anunciado que o festival da “Lusitolândia 2017” rendeu 6.484.856 randes num festival de apenas cinco dias, ao invés do festival de 11 dias que apurou no ano passado 6.668.248 randes.

 A compra dos terrenos junto ao campo de golfe Eye of Africa aumentou significativamente de cinco milhões de randes para 18 milhões o va-lor imobiliário da instituição e foi uma despesa avultada nas contas da Escola. Todavia, foi anunciado pela Direcção, que a intituição espera recuperar o investimento a breve trecho e que apesar dos avolumados gastos com o festival este ano, o lucro e a afluência fo-ram uma surpresa positiva, em contraste com as previ-sões feitas em baixa.

 A Direcção manteve-se igual na sua composição por mais um ano de gestão, foi outro dos pontos relevantes da sessão.

 A assembleia-geral anual do Lusito começou pelas 19h07, com Sérgio Aquino a dar as boas-vindas e a apresentar as desculpas pela ausência do presidente da Direcção, Demétrio de Sousa, e de Fátima.

 Como terceiro ponto da agenda de trabalhos, foram lidas as minutas da assembleia-geral do ano anterior. Estas foram aprovadas, como estando correctas e uma verdadeira reflecção do que decorreu no ano anterior.

 Sérgio Aquino falou em nome de Demétrio de Sousa. “Bem-vindos a todos, estamos muito felizes de ver tantas caras no-vas e pais, pessoas várias, envolvidas e presentes nesta assembleia-geral. Este ano que passou foi um desafio enorme e constante. Foi também um ano de grande sucesso, onde cumprimos vários objectivos a que nos propusemos, um deles a compra, em Outubro de 2016, de terrenos onde pudemos fazer o nosso arraial e onde podemos construir uma infraestrutura maior e sólida, que garantirá o futuro desta instituição.

 Quanto à Lusitolândia, estamos muito felizes com os re-sultados obtidos, trabalhámos nos últimos cinco meses duramente, assentámos infraes-truturas e fundações para co-meçarmos a crescer ainda mais e a elevar a Lusitolândia para o patamar seguinte.

 Estamos, por isso, prontos para a Lusitolândia 2018, que terá muito menos pó, porque estamos já a tratar de arrelvar o terreno todo.

 Quero também anunciar, que no arraial este ano, tivémos 45 mil pessoas, não são os números que pretendemos e costumamos ter sempre, mas estamos satisfeitos por este recomeço de um marco na vida social e comunitária de Joanesburgo.

 Teremos também casas de banho e portanto, todo o festival será melhorado para o ano, mas a base está construída”.

 Logo de seguida, Isabel Cadilhe fez o relatório de contas.

 “Foi um ano muito desafiante”, começou por afirmar Isabel. “O arraial foi um enorme sucesso, o lucro que obtivemos em cinco dias apenas face aos tradicionais 11, faz com que estejamos todos muito felizes e optimistas.”

 Informou que de 69 alunos, o número aumentou para 79 e como tal, também o rendimento fruto de mais propinas escolares aumentou.

 Os custos totais da escola aumentaram significativamente, mas devido à compra dos terrenos, à inflacção económica e ao custo da electricidade, cuja Câmara Municipal de Joanesburgo enviou uma conta de meio milhão de randes para a escola pagar”.

 Isabel Cadilhe, tesoureira da instituição, afirmou “o foco da escola neste momento é o crescimento e apesar de tudo, houve apenas uma perda de 774.000 randes, o que financeiramente é muito bom.

 A Escola tem muita liquidez financeira, estamos neste momento com um total de 36 milhões e meio de randes.”

 As contas, referentes ao ano financeiro terminado a 30 de Junho de 2017, foram também elas aprovadas por unanimidade. Seguiu-se o momento das oradoras convidadas.

 A primeira a intervir foi Patience Magidie, assistente social a estagiar e a fazer trabalho académico na Escola do Lusito. Mostrou-se muito feliz e partilhou a sua experiência com os presentes. Afirmou que, apesar dos alunos terem limitações cognitivas e capacitarias, as percepções, a in-teligência e perspicácia dos alunos do Lusito é muito capaz e sempre atenta.

 “Tinha um projecto com eles”, começou por atestar, “mas tivémos que fazer uma votação e perguntei-lhes se tinham noção do que eram eleições e votos. Disseram-me logo, que era o ANC e o EFF”, esta afirmação valeu uma forte gargalhada do público.

 “Todos os dias aprendo coi-sas novas com os alunos e trabalhar no Lusito, ter de fazer coisas que não estão “previstas” no meu curso como mediar pais e SASSA, ir a tribunais e falar com autoridades governamentais, é algo que me tem ajudado muito na minha formação.”

 O trabalho positivo e o relatório de actividades feito pe-la assistente social mereceu um forte aplauso por parte dos presentes.

 Em seguida interveio Bridgite Harris. “É uma honra e um prazer poder estar aqui este serão.”

 “As experiências que temos com estas crianças e alunos, é algo que nos faz focar e pensar mais em nós. As experiências que têm e a inocência com que olham o Mundo, é uma lição muito grande que nos ensinam. Eu pergunto, quantas vezes olhamos o Mundo como estas crianças olham? E como olhamos os outros e para nós mesmos?”  Neste momento, passou uma caixa de pedras semipreciosas e pediu que as pessoas todas tirassem uma pedra. “Estas pedras são como nós. Únicas e diferentes e cada uma especial da sua maneira. Sempre que se sentirem em baixo, olhem para ela e pensem que apesar de tudo, é linda e especial, uma pedra única e importante, como cada um de nós.”

 Apelou depois a que as pessoas falassem mais consigo mesmas, se dissessem “bom dia” e “boa noite” e ao espe-lho, se cumprimentassem mais. O que levaria a uma melhor e maior autoestima e positividade.

 A lista do Comité permaneceu igual, com Demétrio de Sousa como presidente, Sérgio Aquino como vice-presidente, Jo-sé da Silva como vice-presidente também, o secretário Koos van der Schyff, Isabel Cadilhe como tesoureira, Noémia Contente como relações publicas e Leandro Cadilhe como coordenador de projectos da instituição.

 A lista foi aprovada e a Direcção manteve-se por mais um ano em funções. Foi feito um louvor aos colaboradores e professoras da escola.

 Sérgio Aquino anunciou que o Dia de Golfe do Lusito será a 11 de Outubro deste ano no Eye of Africa Golf Course, o Ladies Brunch a 21 de Outubro e a festa de Natal a 26 de Novembro.

 No próximo ano, o Dia de Golfe será a 14 de Março de 2018. Como eventos de destaque serão também a Lusitolândia, 25 Abril a 1 de Maio 2018, a noite de comédia a 2 de Junho 2018.

 Foi dado um incentivo aos pais de três alunos, sorteados aleatoriamente, para uma ex-periência diferente, como agradecimento da participação e interesse tomado na escola e na vida académica dos filhos.

 Vários pais, um em particular, agradeceu profundamente o trabalho feito pela escola. “O nosso filho melhorou significativamente, estamos muito felizes e temos uma vida melhor desde que ele entrou no Lusito. Obrigado, muito obrigado”. Esta intervenção valeu uma forte e sentida salva de palmas de todos.

 A assembleia-geral foi encerrada pelas 20h05, com alguns salgados e bolos, acompanhados de refrigerantes servidos a todos.