‘Apagões’ da Eskom sem fim à vista

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 O ministro das Empresas Públicas da África do Sul, Pravin Gordhan, disse que não não consegue prever quando é que os “apagões” vão terminar, já que a estatal de energia Eskom “enfrenta uma escassez de capacidade que ameaça frustrar os esforços para impulsionar o crescimento económico do país”.

 A Eskom fornece mais de 90 por cento das necessidades energéticas da África do Sul, mas depara-se com constantes falhas técnicas nas suas centrais termoeléctricas a carvão, baixos níveis de abastecimento de água nas centrais hidroeléctricas, escassez de diesel e queda na importação de energia de Moçambique (Cabora Bassa) devido ao ciclone, salientou.

 “Cerca de 17.000 megawatts da capacidade instalada da Eskom de um total de 45.000 megawatts não estão disponíveis”, disse terça-feira à imprensa o ministro Pravin Gordhan.

 “Os engenheiros têm visitado as centrais para nos dar uma opinião independente do que está a acontecer de errado e com que celeridacde podemos resolver o que está a acontecer de errado”, afirmou o governante.

 “Precisamos de concluir estas investigações e responderemos nos próximos 10 a 14 dias”, afirmou o ministro.

 A Eskom tem mantido os cortes de energia desde a penúltima quinta-feira, poupando pelo menos 4.000 megawatts da rede nacional em regime rotativo de cortes.

 Os cortes de energia estão a afectar negócios, empresas e a sociedade em geral, cuja frustração entre o cidadão comum já se encontra no limite da paciência, na véspera de eleições legislativas em Maio próximo.

 Além das “falhas técnicas” nas novas mega centrais de Medupi e Kusile, outras três centrais a carvão deparam-se com graves problemas, disse a administração da Eskom citada pela imprensa sul-africana, que também levanta algumas suspeitas de sabotagem.

 A empresa anunciou que uma remessa de diesel era aguar-dada na sexta-feira para reabastecer o stock de combustível.

 A Eskom queima diesel quando não consegue produzir o suficiente nas centrais de carvão.