António Costa esteve com Theresa May em Londres para abordar consequências do Brexit

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 As relações ente Portugal e o Reino Unido vão continuar a ser “o mais próximas possível” depois do ‘Brexit’, prometeu na terça-feira o primeiro-ministro, António Costa, após um encontro com a homóloga

britânica, Theresa May.

 À saída de Downing Street, residência oficial do chefe do Governo britânico, Costa disse que o principal tema em debate foi a saída do Reino Unido da União Europeia, o ‘Brexit’, e o impacto na situação dos cidadãos portugueses residentes e dos britânicos que residem e que visitam habitualmente em Portugal.

 Costa reiterou sobretudo o desejo de que “as relações possam ser o mais próximas possível, em particular no domínio da cooperação na área das ciências e da investigação científica, no domínio do ensino superior e no domínio das relações económicas”.

 O chefe do governo português lembrou que o investimento britânico quintuplicou em 2017 relativamente a 2016.

 “O desejo que temos é que, depois do Brexit, essas relações económicas se continuem a desenvolver, não só como parceiros comerciais, que já têm um nível muito elevado, mas sobretudo ao nível do investimento, para além de continuarmos a contar com o Reino Unido como principal mercado emissor de turismo”, salientou.

 As futuras relações comerciais serão definidas no quadro das negociações entre o Rei-no Unido e a União Europeia, admitiu.

 No entanto, o primeiro-ministro português quer que “a futura relação do Reino Unido com a União Europeia seja o mais próxima possível”.

 “Como tenho dito várias vezes, o Reino Unido sai da União Europeia mas não sai da Europa. Continua a ser um vizinho, um aliado, um parceiro económico e um país amigo de Portugal. A nossa relação é muito anterior à existência da UE e será continuará a ser uma ótima relação após o Reino Unido sair da União Europeia”, vincou.

 Sobre o incidente registado no início do mês na localidade inglesa de Salisbury, onde o ex-espião russo Serguei Skripal e a sua filha Yulia foram encontrados, inconscientes, num banco público, alegadamente vítimas de um agente neurológico gasoso, de nível militar, Costa manteve o apoio de Portugal a Londres.

 O governo britânico atribuiu à Rússia a responsabilidade pelo ataque e desencadeou uma retaliação diplomática a nível internacional que resultou na expulsão de dezenas de diplomatas russos, mas Portugal optou por apenas chamar a Lisboa o seu representante em Moscovo.

 “O ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, já nos tinha agradecido por escrito a posição que tomámos e agora a senhora May voltou a agradecer a total solidariedade de Portugal relativamente ao Reino Unido”, referiu.

 Outro dos temas abordados foram os ataques químicos na Síria, tendo Costa expressado o desejo de “se poder encontrar uma solução pacífica e um esclarecimento sobre o que aconteceu e uma posição clara contra a utilização de armas químicas”.

 António Costa esteve em Londres para uma visita de dois dias, tendo tido um encontro também com a comunidade portuguesa.

 O segundo dia do primeiro-ministro na capital britânica, na quarta-feira, foi totalmente dominado pela agenda económica e começado com um pequeno almoço com potenciais investidores.

 Depois, António Costa participou num fórum de negócios “Portugal/Reino Unido e numa conferência económica sobre negócios entre Portugal e a Índia.