Ano de Portugal no Brasil é uma aliança entre cultura e economia – diz ministro Paulo Portas

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Ano de Portugal no Brasil é uma aliança entre cultura e economia - diz ministro Paulo Portas

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse na sexta-feira em Lisboa que as iniciativas do Ano de Portugal no Brasil e do Ano do Brasil em Portugal assentam no entendimento entre os dois países, “aliando cultura e economia”.

“A concepção do ano de Portugal no Brasil é partilhada e nasce da definição entre os dois estados e trata-se de uma parceria entre empresas. São as empresas que vão garantir um bom ano de Portugal no Brasil”, disse Paulo Portas durante a cerimónia de apresentação do programa das atividades do Brasil em Portugal que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
A abertura oficial começa com Portugal no Brasil, no dia 7 de Setembro, dia Nacional do Brasil e vai depois prolongar-se em simultâneo nos dois países até ao dia 10 de Junho de 2013, Dia de Portugal, com um vasto programa que promove iniciativas culturais e empresarias através de uma estrutura de cooperação entre entidades e agentes públicos e privados.
“Nós não precisamos de lembrar aos portuguese e aos brasileiros a saudade porque a História entre nós é forte e caminha por si. Nós o que precisamos é de mostrar no Brasil o Portugal que os brasileiros não conhecem”, acrescentou Paulo Portas sublinhando o carácter empresarial que marca a iniciativa dos dois lados do Atlântico e que “só é possível porque as empresas estão envolvidas” e apoiam o programa.
 “O mais importante, do ponto de vista de Portugal é mostrar no Brasil um Portugal, inovador, enérgico, novo, contemporâneo, moderno, forte, que surpreende e que vai surpreender em áreas desde o design à escultura, do teatro à música, da ciência às empresas e às tecnologias”, afirmou.
 “O programa é tão vasto que é uma grande oportunidade para nos conhecermos”, referiu ainda Paulo Portas após a apresentação das iniciativas portuguesas por Miguel Horta e Costa, comissário-geral do Ano de Portugal no Brasil e de parte do programa brasileiro por António Grassi, comissário-geral do Ano do Brasil em Portugal.
Na ocasião, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros não quis responder às perguntas dos jornalistas sobre o caso da licenciatura do ministro Adjunto e Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

* Oportunidade histórica e irrepetível para empresas portuguesas

O comissário-geral do Ano Portugal no Brasil, Miguel Horta e Costa, afirmou que a iniciativa "é uma oportunidade histórica e irrepetível" de levar pequenas e médias empresas portuguesas a um país em crescimento económico.
Horta e Costa falava aos jornalistas no final da apresentação das linhas gerais da programação da iniciativa Ano de Portugal no Brasil – Brasil em Portugal, que decorreu no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, contando também com a presença do comissário-geral do Brasil, António Grassi, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e do embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.
O Ano de Portugal no Brasil – Brasil em Portugal é uma iniciativa conjunta dos dois países, que vai decorrer entre 7 de setembro de 2012 e 10 de junho de 2013, correspondendo, respetivamente, ao Dia da Independência do Brasil e ao Dia de Portugal.
"Acima de tudo, esta é uma oportunidade histórica e irrepetível, de permitir às pequenas e médias empresas portuguesas, que estão a braços com uma crise e com uma economia que não cresce, de terem a oportunidade de se internacionalizarem para o Brasil, que está a passar por um bom momento económico", sublinhou o comissário-geral.
O lema do programa apresentado será "Portugal Agora", e centrar-se-á na modernidade e na inovação, nas áreas da cultura, economia e desenvolvimento empresarial, tecnologia e inovação, ciência e educação, e no desporto, com um programa diversificado de iniciativas.
Questionado pelos jornalistas sobre o orçamento destinado à iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que nomeou uma equipa de cinco pessoas para esta missão, Horta e Costa disse que não vem nada do Orçamento do Estado, sendo coberto sobretudo por empresas patrocinadoras, como a Galp.
Do lado do Governo, há instituições que vão participar e prestar apoio, como o Instituto do Turismo de Portugal, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e o Instituto Camões, exemplificou.
"Não consigo dizer qual é o investimento global, porque será um somatório de patrocínios de várias empresas", apontou.
"O que nós estamos a fazer é casar os patrocinadores com os projetos", acrescentou o comissário-geral do Ano de Portugal no Brasil.
Destacou ainda que, além da promoção da criação cultural contemporânea portuguesa, o objectivo de todo o projecto "é sobretudo apostar no apoio à exportação".
"Há muitas empresas de inovação portuguesas que irão surpreender o Brasil. Vamos criar aqui ‘calçadeiras’ para as pequenas e médias portuguesas terem uma oportunidade de internacionalização", frisou o responsável.
Entre outras iniciativas na área económica, será realizado um "Encontro + Negócios Portugal – Brasil", que reunirá exportadores portugueses com importadores brasileiros, uma grande mostra tecnológica com as pequenas e médias empresas ligadas à inovação, e um encontro entre líderes empresariais dos dois países.