“Ano de Portugal na China” quer dar a sentir uma economia baseada na tecnologia

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Basílio Horta

Basílio HortaO “Ano de Portugal na China” (2011) pretende dar a conhecer e a sentir ao gigante asiático uma economia baseada na tecnologia, procurando captar investimento chinês nos sectores da energia, floresta, infraestruturas e ambiente, afirmou Basílio Horta.

 “Temos um conjunto grande de iniciativas previstas para o Ano de Portugal na China, em 2011, com um grande objectivo: Que a China conheça Portugal”, defendeu o presidente da AICEP, Basílio Horta, em declarações aos jornalistas à margem de um seminário para apresentação do ambiente de investimento em Portugal a empresários de Macau.

 Ao observar que Portugal “é ainda conhecido como o grande produtor de cortiça, têxteis ou calçado”, apesar dos produtos mais exportados serem actualmente aparelhos e maquinaria, Basílio Horta sublinha a necessidade de o país dar a conhecer a sua “economia baseada na média e alta tecnologia”.

 “É importante que a China saiba e sinta isso, a par do que Portugal pode oferecer no domínio das infraestruturas”, disse o presidente da AICEP, ao considerar que a “China deve olhar para Sines com muito interesse”, enquanto “fronteira entre a Europa, África e América e um porto de águas profundas, onde há um cluster petroquímico que é um dos maiores da Península Ibérica”.

 “2011 servirá para Portugal ser mais conhecido na China e para que oportunidades de Portugal nos setores da energia, floresta, infraestruturas e ambiente possam efetivamente ser conhecidas em detalhe e possa haver aí um aumento de cooperação entre os países”, acrescentou.
 Basílio Horta constata que a China “olha para Portugal, não só como um pequeno país na costa ocidental da Europa, mas para um país que fala a língua de 250 milhões e que é a mesma de um dos países mais desenvolvidos do mundo, o Brasil”, actualmente o principal parceiro comercial da China.
 Neste contexto, defende, a “China olha para Portugal como uma plataforma económica e de entendimento com a Europa e os países de língua portuguesa”.

Até Abril, Portugal aumentou as exportações para a China em 80,6 por cento para 166 milhões de euros, “quase o dobro do que realizou em 2005”, realçou Basílio Horta, ao salientar a disponibilidade da AICEP para aumentar a sua presença na China, “se isso se vier a considerar necessário”, além dos três escritórios que detém em Pequim, Xangai e Macau.

 Macau “é muito importante no domínio do investimento português”, acrescentou Basílio Horta, ao defender que a Região Administrativa Especial da China poderá ajudar o país a atrair investimento directo chinês e as empresas portuguesas a entrarem na China.
 O presidente da AICEP classifica como “actos de patriotismo” a “capacidade de trabalho, investimento e a confiança na economia que os empresários portugueses estão a demonstrar”, apesar da crise, referindo que, “pela primeira vez, as exportações contribuem mais do que o consumo para o crescimento do PIB, com 2,4 por cento”.

 Esta situação, defende, “deve-nos deixar com alguma esperança no futuro”.