Angola mostra forte vontade de facilitar investimento externo

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O analista da consultora Fitch Solutions que segue a economia angolana considerou que as inciativas legislativas aprovadas por Angola mostram uma forte vontade de melhorar o ambiente de negócios no país.

 “Apesar de afastar pessoas não implicar uma reforma total das instituições, vemos as acções de João Lourenço como indicativas de uma forte vontade em implementar mudanças favoráveis aos investidores, quando comparado com os últimos anos”, disse Tettey Addy.

 Em entrevista à Lusa, o analista da Fitch Solutions, uma consultora detida pelo mesmo grupo que tem a agência de rating Fitch, disse que “foram feitos no último ano significativos esforços para promover a diversificação económica e João Lourenço foi rápido nos esforços para controlar a corrupção e o nepotismo que tinham antes, condicionado os investimentos estrangeiros”.

 Entre as medidas decisivas para o novo clima económico, Tettey Abby apontou o fim da indexação do kwanza ao dólar, a junção numa só entidade das instituições que lidam com os investimentos externos e a “aprovação de novas leis para começar a parar as prácticas anticoncorrenciais e reduzir o monopólio de algumas empresas”, para além da nova lei sobre o investimento privado.

 “Ainda esperamos que o petróleo se mantenha o sector dominante em Angola, deixando o país altamente vulnerável a choques externos, mas acreditamos que 2018 foi um ano significativo em termos de demonstração de uma vontade para diversificar a economia”, concluiu o analista, quando questionado se, desta vez, Angola está a apostar verdadeiramente na diversificação económica.