Angola incluída em financiamento da União Europeia para investigação agrícola

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Angola vai receber parte de um financiamento global de 12 milhões de euros para a investigação no sector agrícola disponibilizado pela União Europeia (UE), disse em Luanda fonte da organização.

 Segundo Danilo Barbero, que participou numa mesa redonda sobre agricultura, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento de Competências para a Inovação dos Sistemas Agrários (CDAIS), que se realizou em Luanda, a UE tem um acordo de cooperação com o Governo de Angola, no qual o sector da agricultura é prioritário.

 “O Governo angolano já manifestou as suas prioridades e o sector agrícola é um dos que deve contribuir na transformação e na diversificação da economia em Angola”, referiu o responsável da UE.

 De acordo com a mesma fonte, para tornar o desejo angolano uma realidade “é necessário implementar políticas inovadoras e também reforçar a inovação e a pesquisa na agricultura”.

 Por outro lado, frisou Danilo Barbero, a UE considera também o desenvolvimento da agricultura em Angola uma oportunidade para empresas europeias, através da criação de parcerias, num quadro de cadeia de valores que está a ser discutida entre o Governo angolano e a organização europeia para o próximo acordo de cooperação, que de-verá começar em 2021 e terminar em 2027.

 “Este evento é uma actividade que se realiza no quadro deste projecto CDAIS (sigla em inglês) de Desenvolvimento de Capacidades para a Inovação dos Sistemas Agrícolas. Neste âmbito, este projecto está financiado através de uma subvenção de uma quantia total de 12 milhões de euros”, realçou, sem especificar.

 A referida subvenção é realizada através de um contrato entre dois parceiros globais, designadamente uma rede de 31 universidades europeias e o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), com a qual a UE tem uma parceria global ligada com a segurança alimentar e desenvolvimento agrícola.

 De acordo com Danilo Barbero, o projecto, iniciado em 2015 e cujo prazo de duração foi estendido até finais deste ano, está a ser realizado em oito países de África (Angola, Etiópia, Níger e Ruanda), Ásia (Bangladesh e Laos) e América (Guatemala e Honduras).

 “O projecto tem como objectivo principal desenvolver parcerias para reforçar a capacidade de inovação agrícola, parceria baseada em projectos piloto que se realizam em cada um dos países beneficiários”, disse.

 Em Angola, avançou o responsável da organização europeia, o projecto identificou a necessidade de reforçar as capacidades no setor da inovação, identificou também cadeias de valores, nas quais realizou projectos piloto, em áreas como o empreendedorismo rural.

 Por sua vez, a representante da FAO no encontro, Gherda Barrero, manifestou o empe-nho da Organização das Na-ções Unidas em continuar a apoiar o Estado angolano no fortalecimento do setor de sementes em prol do desenvolvimento do setor agrícola.

Gherda Barrero lembrou que a FAO é uma organização com uma longa experiência no desenvolvimento de sistemas de inovação agrícola nas regiões tropicais, com foco na agricultura familiar, e “vai continuar a apoiar” o Governo de Angola, em particular o Ministério da Agricultura e Florestas, para “alcançar o desenvolvimento sustentável no roteiro de uma parceria renovada para a erradicação da pobreza em África até ao ano 2025”.