Angola com dívida pública nos 95% do PIB

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 O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a dívida pública de Angola suba para 95% do PIB este ano, iniciando depois uma trajetória descendente, de 90% no próximo ano, chegando a 68,3% em 2024.

 De acordo com o anexo estatístico do ‘Fiscal Monitor’, divulgado em Washington no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, Angola deverá ver o rácio de dívida pública subir de 89%, no ano passado, para 95% este ano.

 Nos anos seguintes, Angola deverá conseguir inverter a tendência de subida da dívida pública que deverá depois descer para 90% em 2020, e para 84,2% em 2021, continuando a cair progressivamente para chegar aos 68,3% em 2024, o último ano das previsões do Fundo.

 O quadro com a evolução da dívida pública mostra uma subida sustentada do rácio face ao PIB, que a partir de 2012, quando estava nos 26,7%, foi subindo progressivamente, triplicando o valor da percentagem para chegar a 2018 nos 90%.

 O FMI prevê um crescimento económico negativo de 0,3% do PIB para Angola este ano, antecipando depois uma expansão de 1,2% em 2020 e uma aceleração para 3,8% em 2024.

 De acordo com o relatório sobre as Perspetivas Económicas Mundiais, divulgado terça-feira em Washington, os peritos do FMI afirmam que “a economia de Angola, por causa do declínio na produção petrolífera, deve contrair-se este ano e recuperar apenas moderadamente no próximo”.

 Para o conjunto da região da África subsaariana, o Fundo prevê um crescimento de 3,2% neste ano e de 3,6% em 2020, “o que é ligeiramente mais baixo, em ambos os anos, do que o previsto no relatório de abril”.

 Nas previsões, o Fundo antecipa que a inflação desça de 17,2% este ano para 15% em 2020 e que a balança corrente fique negativa em 2020, em 0,7% do PIB, depois de registar um valor positivo de 0,9% este ano.

 O relatório ‘World Economic Outlook’, no original em inglês, não se debruça em pormenor sobre as economias africanas, oferecendo antes uma visão mais global da economia mundial.

 A análise detalhada à África subsaariana foi lançada ainda  no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorreram em Washington.