Analistas apontam crescimento de 1,3% para economia da África do Sul em 2020

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 O valor consensual recolhido pela agência financeira Bloomberg aponta para um crescimento anual de 1,3% da economia da África do Sul em 2020.

 A África do Sul tem tido taxas de crescimento erráticas desde a crise financeira de 2007 e 2008, com os analistas a anteciparem que as previsões do Governo, em Outubro, de uma expansão de 0,5%, pode estar em risco, e que a agência de notação financeira Moody’s, única que ainda mantém uma opinião positiva sobre a qualidade do crédito soberano, possa rever em baixa o ‘rating’.

 De acordo com os dados divulgados pelo gabinete nacional de Estatística da África do Sul, que emitiu um boletim com os dados referentes à evolução da economia sul-africana, o país registou uma contração de 0,6% no terceiro trimestre face ao período anterior, com uma queda de 3,1% no segundo trimestre, para -0,6% nos meses de Julho a Setembro.

 Os setores de mineração (-6,1%), indústria (-3,9%) e transporte (-5,4%) lideraram o crescimento negativo no terceiro trimestre, acrescenta o gabinete de estatísticas.

 Todavia, apesar do valor consensual apontado pela Bloomberg, a consultora Capital Economics, citada pela Lusa, prevê um “fraco ponto de partida” para a economia sul-africana em 2020, depois do anúncio de uma contração de 0,6% do produto interno bruto (PIB) durante o terceiro trimestre.

 “A acentuada contração nos resultados da África do Sul no terceiro trimestre fortaleceu a nossa perspectiva de que a tendência de crescimento no país está debilitada e que o PIB irá apenas crescer por uns escassos 0,5% em 2020”, refere o comunicado divulgado pela consultora.

 A consultora referiu que a quebra no terceiro trimestre resulta do acréscimo do segundo trimestre de 2019, e que este período “foi mais um breve ressalto que uma dinâmica de crescimento”.

 A Capital Economics aponta ainda que “à excepção de um milagre no quarto trimestre, o crescimento vai desapontar em 2019”, prevendo que os seus analistas assumem um crescimento de apenas 0,5% este ano.

 Para evitar uma quebra, a Capital Economics diz ser necessário um crescimento máximo de 3,2% no último trimestre de 2019, valor que não é alcançado há dois anos.

 De acordo com a consultora, “um pobre desempenho na segunda metade deste ano vai criar um fraco ponto de partida para 2020”, o que fortalece a sua visão de que “a economia irá continuar muito suave”.