Ameaçada de ficar pelo caminho a celebração do Dia de Portugal em conjunto nas colectividades lusas

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Dia de Portugal

Dia de PortugalParece corresponder cada vez mais à verdade as tão apregoadas afirmações do nosso povo: “mudam os tempos, mudam as vontades”e “atrás de mim virá quem me julgará”.

  A reforçar este tema referimo-nos hoje ao desfecho do que antevíamos, pelo que ultimamente vínhamos assistindo em relação a esta comemoração de tanto significado, pelas instituições lusas na capital sul-africana, que sem culpar ninguém em particular, são no fundo todas responsáveis pelo que neste prisma começa a acontecer, e certamente com o andar dos tempos infelizmente se estenderá a outros âmbitos, disso podemos todos estar cientes

  Com o degradar do espírito em entendimento colectivo, começa-se a assistir ao comodismo de ninguém querer assumir responsabilidades de fazer isto ou aquilo, muito menos tomar as rédeas desta ou daquela iniciativa válida a nível do colectivo de clubes da comunidade, antes pelo contrário, cada vez mais se distanciam uns dos outros, dando com isso lugar a que cada qual apenas se preocupe apenas consigo, apetecendo dizer que por falta de um líder à altura, o colectivismo no meio associativo é coisa que pertence ao passado.

  A primeira celebração afectada por este individualismo, é o Dia de Portugal, que depois de tantos anos a conhecer o auge em empenho colectivo entre nós, começa a desmoronar-se ao ponto de mediante o calendário de festas em 2010 nas colectividades lusas de Pretória, – outra importante iniciativa em vias de extinção -, ser festejado a 10 de Junho na ACPP, e no dia 12 na Casa Social da Ma-deira, por conseguinte bem elucidativo e a dar razão ao que afirmamos.

  O mal é de todos e não é de ninguém, mas sim talvez originado pelo que o tempo nos vai mostrando com as mudanças a que constantemente vamos assistindo, le-vando com isso a que tudo se vá transformando, infelizmente e a nosso ver em certas circunstâncias para pior, já que põe em causa sentimentos muito nobres e de grande valor, para dar lugar a ganâncias desmedidas, procedimentos menos dignos, puxar a brasa à sua sardinha, ao salve-se quem puder, ao desenrasca-te, ao quero posso  e mando, e os outros que se lixem, etc. etc. É isto que o tempo, a fazer esquecer no associativismo esta e outras iniciativas válidas, infelizmente nos vai mostrando.

  Com o individualismo a substituir o colectivismo que se desejava, e ao contrário a divisão cada vez mais acentuada nas agremiações de Pretória, alguém para evitar a derrocada que se avizinhava terá sugerido uma reunião entre os responsáveis pelas colectividades da capital, a fim de se poder ultrapassar esse impasse e se chegasse ao entendimento que se pretendia, já que de costas voltadas só piorava a situação, reunião essa que acabou por ser realizada a 13 de Setembro de 2007 na ACPP, convidando-se para moderador o comendador Jaime Margarido de Joanesburgo, que além de neutro, era pessoa com larga experiência nestas andanças clubistas, e por conseguinte a ideal para conseguir apaziguar, ou pôr água na fervura de uma ebulição que parecia crescer a olhos vistos.