Alqueva está considerado um bom investimento público

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Alqueva está considerado um bom investimento público

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, considerou o projecto Alqueva "um investimento público do bom" e "produtivo", porque atrai empresas privadas e criação de riqueza, cria oportunidades de emprego e tem "um multiplicador económico altíssimo".

 "O que aqui está em causa é, aliás, quero chamar a atenção, investimento público do bom, no sentido que é investimento público produtivo", disse Paulo Portas, durante uma visita a obras de infraestruturas do Alqueva a decorrerem no concelho de Beja, no Alentejo.

 Frisando que, actualmente, decorrem 14 empreitadas em simultâneo com vista à conclusão do projeto até ao final deste ano, Paulo Portas disse que o que se está a fazer em Alqueva "atrai criação de riqueza, atrai empresas privadas, cria oportunidades de emprego e, portanto, tem um multiplicador económico altíssimo".

 "Por isso, é investimento público selectivo e bom, não são obras faraónicas, são obras ao serviço da economia", frisou o vice-primeiro-ministro, salientando "o valor económico" que o Alqueva tem para o Alentejo, que "não está condenado a ser uma região pobre" e "pode ser uma região empresarial com criação de emprego desenvolvida".

 "É assim que se faz coesão territorial", defendeu Paulo Portas, mostrando-se "muito feliz" por ter sido "possível chegar" à "etapa final" do Alqueva, que, na atual campanha de rega, já rega 88 mil hectares e, após ficar concluído, no final deste ano, chega-rá, na campanha de 2016, aos 120 mil hectares previstos no sistema global de rega do projecto.

 A conclusão do projecto, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Go-verno PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013, o que acabou por não ser possível, segundo o atual executivo PSD/CDS-PP, que, entretanto, assumiu o compromisso de terminar as obras este ano.

 Paulo Portas confessou que ele e outros membros do Governo, como a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, passaram "muitas horas de ‘stress’, algumas de angústia, nunca de desânimo" para "encontrar" verbas para a "causa" de concluir o projecto.

 "Nós nem queríamos ‘obras de santa Engrácia’, nem queríamos novas ‘capelas imperfeitas’. Queríamos Alqueva terminado para que o Alentejo se possa desenvolver", disse Paulo Portas, referindo que foi possível chegar à última etapa do projecto "sem recurso a endividamento novo, excessivo" da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), "com libertação de recursos para a agricultura e boa gestão dos fundos europeus e garantia das comparticipações comunitá-rias".

 Paulo Portas, acompanhado por Assunção Cristas, visitou as obras da Estação Elevatória de São Matias e do Sistema Elevatório das Almeidas, num investimento total de 48,8 milhões de euros para beneficiar a área de regadio de São Matias, no concelho de Beja, a qual irá abranger um total de cerca de 5.800 hectares.

 Na sua intervenção durante a visita, Assunção Cristas disse que o Alqueva é um "caso de sucesso europeu" e representa "50% do regadio de iniciativa pública" e "1/4 da superfície irrigável" existentes em Portugal.

 Em Portugal "há crescimento económico, temos de acelerar, há investimento a disparar, as exportações estão a comportar-se bem, a criação de emprego está a melhorar e nunca será suficiente enquanto houver pessoas sem emprego e sem oportunidades de trabalho", afirmou Paulo Portas, na sua intervenção durante a visita.

 "O país está neste momento a viver um ciclo em que os níveis de confiança dos consumidores e dos empreendedores são bastante elevados" e "os próprios índices macroeconómicos do país estão objectivamente a melhorar", disse.

 Paulo Portas visitou depois uma herdade agrícola no concelho de Vidigueira, onde, em declarações aos jornalistas, disse que está a realizar um "roteiro do investimento", porque "é preciso que os portugueses saibam que estão a acontecer muitos investimentos neste momento em Portugal".

 "Há muitos investidores nacionais e externos que estão a escolher Portugal, e este mo-mento em concreto, para fazer investimento. Só há investimento quando há confiança e o investimento é a condição crítica da criação de emprego", afirmou.