Ajuda externa: Portugal vai cumprir Custe o que custar

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Ajuda externa: Portugal vai cumprir Custe o que custar

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou na terça-feira em Lisboa que Portugal vai cumprir o seu programa de assistência económica “custe o que custar”, respondendo a quem pede a sua renegociação e aos “analistas” que dizem que o País “vai falhar”.

 Durante a apresentação de um livro com contributos para a revisão do programa do PSD, num hotel de Lisboa, Passos Coelho reivindicou que o Governo PSD/CDS-PP está “a fazer aquilo que é preciso, não apenas para que Portugal deixe de ter défices, mas também para que faça as chamadas reformas estruturais”.

 O primeiro-ministro disse querer “frisar muito bem este ponto”, por considerar que está a aparecer muita gente “com esta ideia de que Portugal vai falhar”, acrescentando: “Deixem-me dizer a todos esses analistas, que deviam ser bem informados, que eu nunca desistirei de cumprir o programa que outros negociaram para Portugal e que os portugueses merecem que seja bem executado”.
 Passos Coelho respondeu depois a quem pede a renegociação do Programa de Assistência Económica e Financeira a que Portugal está submetido, voltando a rejeitar essa renegociação.

 “Quem quer cumprir aquilo que foi acordado não começa por dizer que quer negociar tudo, que quer mais tempo, que quer mais dinheiro. Esse é um filme que não é o nosso”, disse, completando: “Nós, simplesmente, como gente adulta e madura, vamos cumprir o que lá está, custe o que custar. E custa, custa muito, não haja dúvida quanto a isso, mas vamos cumprir”.

* Portugal atingirá objectivos de programa de  assistência no “tempo previsto”

 O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou que Portugal atingirá os objectivos firmados com as instituições internacionais no programa de assistência financeira no “tempo previsto” e sem pedir mais dinheiro e mais tempo à ‘troika’.
 No entanto, lembrou Passos Coelho, é importante nesta altura “reduzir a pressão externa de contágio” resultante da situação na Grécia.
 “Seria muito bom para todos na Europa e em Portugal que esta situação na Grécia pudesse vir a resolver-se o mais rapidamente possível”, disse o primeiro-ministro português aos jornalistas em Bruxelas, no final de um Conselho Europeu que decorreu na capital belga.

 Mesmo que não seja possível a Portugal regressar aos mercados no tempo previsto (meados de 2013) “por razões que não tenham que ver com a aplicação do programa” de assistência, Passos Coelho lembrou que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) manterão o seu apoio ao país.

* Portugal vê “com muito bons olhos” programa europeu de combate a desemprego jovem – Passos Coelho

 O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse que Portugal vê “com muito bons olhos” a proposta apresentada por Bruxelas para redução do desemprego entre os jovens.
 Portugal, sublinhou o primeiro-ministro, “tem sofrido particularmente com esta situação”, e programas de apoio de perfil europeu aumentam as “possibilidades de intervenção” para fazer face ao problema.

 Os líderes da União Europeia comprometeram-se a apresentar “planos nacionais de emprego” com medidas concretas destinadas a reduzir as taxas de desemprego.
 Dirigindo-se na cimeira de Bruxelas aos chefes de Estado e de Governo dos 27, José Manuel Durão Barroso apontou que para os oito países com níveis de desemprego jovem significativamente acima da média da UE – Espanha, Grécia, Eslováquia, Lituânia, Itália, Portugal, Letónia e Irlanda – Bruxelas propõe a formação imediata de “equipas de acção” compostas pelas autoridades dos países, pelos parceiros sociais nacionais e pela Comissão.

* Líderes europeus  decidem direcionar fundos para fomentar emprego entre  os jovens

 Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram na cimeira que decorreu em Bruxelas uma resolução com o objectivo de direccionar fundos estruturais não utilizados para programas de entrada de jovens no mercado de trabalho.
 Tal medida, indica uma declaração divulgada em Bruxelas, será primariamente direccionada para os países com maiores taxas de desemprego de jovens, entre os quais se encontra Portugal.

A “declaração sobre crescimento e empregos”, acordada pelos líderes dos 27, foi anunciada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, na sua página na rede social Twitter.
“Nas 11 semanas entre agora e meados de Abril, as ‘equipas de acção’ desenvolverão planos com objectivos a serem incluídos nos programas nacionais de reformas” e, tendo como base os fundos sociais e regionais que ainda podem ser reprogramados, essas equipas combinarão fundos nacionais e europeus, explicou.