África do Sul recusou participar na reunião de Paris sobre a Líbia

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África do Sul recusou participar na reunião de Paris sobre a Líbia

África do Sul recusou participar na reunião de Paris sobre a LíbiaA África do Sul não participou a semana passada na conferência de Paris dedicada à reconstrução da Líbia. Insatisfeito com a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) naquele país do norte de África, o presidente Jacob Zuma disse na Noruega que “estamos descontentes com a forma como a Resolução 1973 da ONU foi interpretada para executar bombardeamentos aéreos na Líbia”.

 O líder sul-africano sublinhou que a reconstrução da Líbia deve ter a participação das Nações Unidas e da União Africana. “Este processo não pode ser retirado da ONU. Trata-se de um processo das Nações Unidas e devem ser estas a dirigi-lo. A ONU e a União Africana, da qual a Líbia é membro, devem participar na reconstrução do país.

 Em Março, a África do Sul votou a favor da Resolução 1973, mas Pretória considera que a sua aplicação traiu o espírito do texto.
 O presidente sul-africano, que estava em Oslo em visita de Estado, acrescentou que “se era necessário recorrer à acção militar, deveria ter sido para ajudar os civis vítimas do conflito, mas em vez de protegê-los, os aviões da OTAN bombardearam-nos, bombardearam e deram cobertura aos rebeldes para avançarem no terreno”, frisou o Presidente da África do Sul.

 O Chefe de Estado sul-africano foi convidado para participar nos trabalhos da conferência, presidida pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, mas rejeitou participar.