África do Sul quer usar experiência da Alemanha nas energias renováveis

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O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, dis-se durante uma recepção à chanceler alemã, Angela Merkel, que o país quer aprender com a experiência da Alemanha na transição energética do carvão para as renováveis.

 “Tivémos discussões muito extensas e informativas sobre energia, e a chanceler explicou-nos a experiência da Alemanha na transição do carvão para as renováveis”, disse o líder sul-africano na conferência de imprensa conjunta com a chefe do executivo alemão, que visitou a África do Sul na passada quinta-feira.

 O Presidente da África do Sul defendeu mais investimentos alemães no país, o mais industrializado da África subsaariana, e o maior parceiro comercial da Alemanha na região – em sentido inverso, a Alemanha é o segundo maior parceiro da África do Sul, bem atrás da China.

 No entanto, as falhas de energia têm dificultado a vida às 600 empresas alemães que operam no país.

 A Alemanha está a planear descontinuar todas as fábricas de transformação do carvão em energia até 2030, ao passo que 89% da electricidade na África do Sul ainda é produzida desta maneira.

 “Trocámos pontos de vista sobre as barreiras relacionadas com a possível combinação de geração tradicional de energia com as renováveis, e penso que estamos muito de acordo”, disse Merkel, acrescentando que a situação na Líbia foi também um dos temas em discussão, até porque a África do Sul vai receber a presidência da União Africana e a Alemanha terá o papel homólogo na União Europeia, propiciando novo encontro entre os dois líderes durante a cimeira UE-UA, ainda este ano.

 “Infelizmente, não é só um problema africano, vai da Rússia até aos Estados árabes, a Turquia e também países europeus; temos visto muitos que aparentemente tinham interesses escondidos na Líbia”, acrescentou Merkel.

 A chanceler alemã viajou sexta-feira de manhã para Luanda para um encontro com o Presidente da República de Angola.

 Merkel participou também no Fórum Empresarial entre os dois países e visitou a subestação de Chicala, construída pela empresa alemã Siemens, antes de regressar ao final do dia a Berlim.