África do Sul já pertence ao Grupo dos maiores países do Mundo Sul

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África do Sul

África do SulA sigla BRIC – Brasil, Rússia, India e China – foi lançada em 2001 por um economista da Goldman Sachs, Jim O’Neill. A primeira cimeira do grupo realizou-se em 2009, na Rússia e a segunda no Brasil, no ano seguinte.

  Com a entrada da África do Sul, na passada quinta-feira na Cimeira de Sanya, na China, o grupo passou a chamar-se BRICS.
   Os países do bloco BRICS representam 43 por cento da população mundial e atraem 53 por cento do investimento externo global.
  Outros factos relevantes acerca dos cinco: percentagem do Produto Bruto Mundial – 18 por cento; percentagem do Comércio Global – 15 por cento; os países mais populosos do grupo – China e Índia, com 1.341 milhões e 1.210 milhões de habitantes, respectivamente – são também os que apresentam índices mais elevados de crescimento; pelas previsões do FMI, até 2015, a China deverá crescer em média 9,5 por cento ao ano e a Índia 8,2 por cento.

AVISO AO DÓLAR, FMI E BANCO MUNDIAL: LÍDERES DO BRICS DEFENDEM MUDANÇAS NO SISTEMA MONETÁRIO

  Em Sanya, no Sul da China, os chefes de Estado dos países que compõem o Brics –  a Rússia, Índia, China e, desde a passada quinta-feira, a África do Sul – defenderam mudanças no sistema monetário internacional, o estabelecimento de um sistema monetário estável, confiável, com ampla base internacional de reserva. A posição foi referendada no comunicado designado por Declaração de Sanya.
  "A crise financeira internacional expôs as insuficiências e deficiências do actual sistema monetário e financeiro internacional", diz a declaração emitida depois da reunião de cúpula dos líderes dos países do Brics.

 Para a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o presidente russo, Dmitry Medvedev, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Sin-gh, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, é fundamental alterar as estruturas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerando os avanços alcançados por estes países no cenário internacional.
  O assunto foi tema da terceira cúpula dos países do Brics, reunidos na China. Para os presidentes e o primeiro-ministro indiano, a estrutura de gestão das instituições financeiras internacionais deve reflectir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e a representação das economias emergentes, bem como as nações em desenvolvimento.

Os líderes dos cinco países apelaram ainda para que sejam intensificadas a fiscalização financeira internacional e a reforma para melhorar a co-ordenação política, bem como a regulação financeira e supervisão de cooperação para promover o desenvolvimento dos mercados financeiros e sistemas bancários.
  Durante a reunião de quinta-feira, Dilma, Hu Jintao, Medvedev, Singh e Zuma discutiram a recuperação económica mundial – que até o fim do ano passado ainda estava sob a sombra das  incertezas causadas pela crise que atingiu principalmente os Estados Unidos e outros países ricos.
 Segundo os líderes, as principais economias devem coordenar as suas políticas macroeconómicas para estimular um crescimento seguro, sustentável e equilibrado de forma global. Juntos, os países que compõem o Brics representam 40% da população mundial e 18% do comércio do mundo.

 De 2003 a 2010 houve um aumento de 575% na corrente de comércio entre o Brasil e os países do Brics (as trocas passaram de 10,71 biliões de dólares em 2003 para 72,23 biliões em 2010).
 Cálculos preliminares indicam que o comércio total entre estes países passou de 38 biliões de dólares em 2003 para 143 biliões em 2009 e para 220 biliões, em 2010.