África do Sul e Zâmbia pedem divulgação rápida dos resultados eleitorias na RDCongo

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 A África do Sul e a Zâmbia apelaram na quinta-feira à comissão eleitoral da República Democrática do Congo (Ceni) para que publique o mais depressa possível os resultados das presidenciais do mês passado, por forma a garantir a “credibilidade”.

 Os chefes de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o zambiano, Edgar Lungu, apelaram à Ceni, à margem de uma reunião em Pretória, África do Sul, para “concluir rapidamente a contagem dos votos e para publicar os resultados das eleições para garantir a cresdibilidade”, de acordo com um comunicado publicado pela presidência sul-africana citado pela agência France Presse.

 Os dois presidentes “insistiram no facto de o atraso na publicação dos resultados favorecer as suspeitas e comprometer a paz e a estabilidade no país”.

 A Ceni adiou no penúltimo domingo “sine die” o anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais de 30 de Dezembro, que devem designar o sucessor de Joseph Kabila.

 Na passada terça-feira, a comissão eleitoral fez saber que poderia finalmente divulgar os resultados provisórios no prazo de entre 24 a 48 horas.

 São três os candidatos principais na contenda eleitoral, o delfim de Kabila, ex-ministro do Interior, Emmanuel Ramazani Shadary, e dois opositores, Martin Fayulu e o líder histórico da oposição, Félix Tshisekedi.

 Tshisekedi e Fayulu afirmaram-se já convencidos da vitória, alimentando o receio de que a proclamação dos resultados possa deflagrar uma onda de violência.

 Ramaphosa e Lungu exortaram ainda os partidos políticos e a população congolesa a “permanecerem calmos e a exercerem uma contenção extrema enquanto esperam que a Ceni, mandatada constitucionalmente para o efeito, publique os resultados”.

 A Ceni está ainda a ser alvo de forte pressões internas. Várias organizações não-governamentais e movimentos de cidadãos apelaram à população para “sair maciçamente para a rua”, se a sua escolha na eleição presidencial não for respeitada, acrescentando que o vencedor não pode ser o candidato do partido no poder.