África do Sul e Reino Unido reafirmam acordo comercial regional com Moçambique

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A África do Sul e o Reino Unido assinaram terça-feira uma Declaração Conjunta sobre o Acordo de Parceria Económica entre o Reino Unido, a União Aduaneira da África Austral (SACU) e Moçambique.

 O Presidente Cyril Ramaphosa anunciou, em conferência de imprensa, no final de uma reunião com a primeira-ministra britânica, Theresa May, na Cidade do Cabo, que a declaração “é um avanço significativo” nas negociações em curso entre os ministros do Comércio da SACU e o Reino Unido, sobre um futuro acordo comercial.

 “Confirmámos também o nosso desejo de que a saída do Reino Unido da União Euro-peia seja concluída de uma forma que restabeleça a estabilidade dos mercados econó-micos e financeiros”, disse Ramaphosa.

 De acordo com o chefe de Estado sul-africano, a reunião bilateral com a primeira-ministra britânica, identificou sectores-chave de investimento para impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento, no âmbito da cooperação bilateral com o Reino Unido.

 “Esses sectores incluem a manufaturação, o agroprocessamento, desenvolvimento de infraestruturas, mineração, energia e turismo”, explicou Ramaphosa.

 O Reino Unido é o sexto maior parceiro comercial da África do Sul, com um total de 79,5 biliões de rands (4.700 mihões de euros), segundo dados de 2017 divulgados pela presidência sul-africana.

 Em 2017, cerca de 448 mil turistas britânicos visitaram a África do Sul, adiantou.

 O Reino Unido prepara-se para sair da União Europeia em Março de 2019.

 

* Primeira-ministra britânica garante  que o Reino Unido será o maior investidor do G7 em África

 

 O Reino Unido pretende ser o maior investidor do G7 em África em 2022, depois de sair da União Europeia, disse na Cidade do Cabo a primeira-ministra britânica.

 Theresa May, que iniciou terça-feira na África do Sul uma visita oficial de três dias ao continente africano, disse aos jornalistas que o Governo britânico utilizará o orçamento de ajuda internacional para apoiar o empresariado britânico a aprofundar trocas comerciais e investimento em África, após a saída da União Europeia.

 Neste sentido, a governante disse que o Reino Unido espera superar o investimento dos Estados Unidos no continente africano.

 “Posso anunciar hoje uma nova ambição. Em 2022, quero que o Reino Unido seja o principal investidor do G7 em África”, anunciou Theresa May.

 “Com as empresas do sector privado da Grã-Bretanha a assumir a liderança no investimento de biliões, iremos ver as economias africanas crescer em triliões”, afirmou a primeira-ministra britânica.

 Theresa May disse que a Grã-Bretanha pós-Brexit “dispõe dos mecanismos” neces-sários para concretizar esta aposta, sublinhando a importância da localização da capital londrina no investimento estrangeiro.

 “A cidade de Londres faz com que o Reino Unido seja o destino global sem paralelo para o investimento internacional, com mais de oito triliões de libras (8,7 biliões de euros) em fundos financeiros sob gestão”, declarou.

 O G7 é um grupo informal de grandes potências (França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos e o presidente da Comissão Europeia), criado em 1975 para debater temas económicos, aos quais se juntaram mais tarde outros assuntos como a paz, o ambiente e o terrorismo.

 A Rússia, que se juntou ao grupo após o colapso da União Soviética, foi afastada depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014 e o G8 tornou-se novamente o G7.

 “Somos um centro de inovação tecnológica e científica, e de excelência mundial nos sectores da diplomacia, defesa e desenvolvimento”, adiantou Theresa May.

 “Somos um parceiro de confiança e confiável. O nosso sistema judicial é inigualável, que dispõe das leis anticorrupção mais cerradas no mundo e o nosso empenho no comércio justo com base em regras internacionais é garante de que os nossos parceiros internacionais receberão tratamento justo”, sublinhou.

 A Governante britânica, na primeira visita oficial à África do Sul, Nigéria e Quénia como parte da sua estratégia pós-Brexit, fez-se acompanhar por uma delegação de homens de negócio britânicos.

 A primeira-ministro disse que a perspectiva do Governo britânico em reforçar relações comerciais com países fora da União Europeia representa um dos pontos fortes do Brexit na altura e que o país se prepara para abandonar o bloco regional europeu em Março de 2019.

 De acordo com a presidência sul-africana, o Reino Unido foi o sexto maior parceiro comercial da África do Sul em 2017, com um total de 79,5 biliões de randes (4.700 milhões de euros) sendo igualmente a principal fonte de turismo de longo curso para a África do Sul, com cerca de 448 mil visitantes no mesmo ano.