Adiada sentença de polícias sul-africanos que assassinaram taxista moçambicano

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Adiada sentença de polícias sul-africanos que assassinaram taxista moçambicano

Um juiz adiou a semana passada a divulgação da sentença de oito polícias sul-africanos condenados pelo assassínio do moçambicano que morreu depois de ser arrastado na traseira de uma carrinha policial.

 A forma como foi tratado Mido Macia, gravada em vídeo por transeuntes nos respectivos telemóveis, desencadeou uma onda de indignação e colocou sob os holofotes as forças policiais da África do Sul e as frequentes acusações de brutalidade de que são alvo.

 O juiz Bert Bam adiou o anúncio das sentenças para 11 de Novembro, a pedido da defesa que disse precisar de mais tempo para preparar os argumentos finais.

 Mido Macia, motorista de táxi, foi encontrado morto na cela de uma esquadra policial em Fevereiro de 2013, duas horas depois de ter sido algemado à traseira de uma carrinha da polícia e arrastado ao longo de centenas de metros, em Daveyton, a leste de Joanesburgo.

 O cidadão moçambicano de 27 anos tinha sido detido por estacionar o carro no lado errado da estrada.

 O juiz Bam considerou culpados de homicídio os oito agentes policiais apanhados no vídeo, ignorando os argumentos da defesa segundo os quais Macia teria resistido de forma violenta à detenção e agredido um dos agentes.