ACP de Pretória proporcionou à comunidade espectáculo de boa craveira

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ACP de Pretória proporcionou à comunidade espectáculo de boa craveira

A ACP de Pretória proporcionou à comunidade lusa, na tarde do penúltimo domingo, 22 de Abril, no seu salão nobre e depois do almoço de casa cheia, com mesas de elegante decoração, um evento pelo seu carácter a satisfazer todas as vontades e preferências do numeroso público que ali acorreu, tanto os amantes do folclore, como apreciadores da nossa tradicional música popular, um espectáculo que terá caído no “goto” de quem a ele assistiu, e pelo entusiasmo verificado a fazer lembrar, tal como a dada altura referiu o presidente da assembleia-geral dessa casa, Manuel José, os bons velhos tempos da colectividade.

 Algo emocionado com o que assistia numa agremiação a que está ligado praticamente desde que procedente de Moçambique chegou em 1974 à África do Sul, e nela tem desempenhado vários cargos directivos, a maior parte deles em funções de chefia, daí a ela o ligarem fortes laços de amizade, Manuel José, ao agradecer ao actual presidente do conselho fiscal, Américo Pimentel, a organização desta festa, e com Mário Jorge foram seus principais patrocinadores, salientou ser assim que conheceu a ACPP de outros tempos, e é assim que nós aqui na África do Sul le-vantamos muito alto o nome de Portugal.
  O numeroso público presente ali nessa tarde, ente o qual o dr. João Pedro Pereira do AICEP, o dr. Rui Azevedo co-ordenador do ensino de português na África do Sul, a chanceler da nossa embaixada Carlota Pinheiro, o presidente da Federação do Fol-clore “Raízes do nosso Povo” José Ferreira, e o presidente da Casa do Benfica, na África do Sul”, em Joanesburgo, João Queijo, depois do concorrido almoço de convívio tipo “self-service”, assistiu à exibição dos ranchos folclóricos da Casa dos Poveiros, do Terras do Norte e o do Núcleo de Arte e Cultura, seguindo-se a aguardada actuação do conjunto musical “Pé na Terra”, e por último e a encerrar o programa, aqui já com reduzida assistência, dado muitos dos que ali se deslocaram para ver o agrupamento português, já terem abandonado as instalações, o “bailinho” da Casa Social da Madeira.

 Também finda a actuação deste último rancho, Manuel José, que pelo presidente da direcção, Mário Ferreira, que a meio dessa tarde rumara ao aeroporto, para dali seguir para a Alemanha, fora incumbido de dar seguimento ao programa, ao agradecer em palco a presença desse agrupamento folclórico da CSM, e sabendo de certa polémica que ultimamente se instalou nessa colectividade madeirense que se espera seja passageira,  reflectida até na reduzida tocata do agrupamento ali nesse dia, teve palavras de apreço para com esse rancho, que como alegou fora iniciado na ACP de Pretória, antes da Casa Social da Madeira existir, daí e pelo carinho que lhe merece, o continuar a considerar como da ACPP, prometendo-lhe por isso toda a colaboração que estiver ao seu alcance, e até se comprometendo arranjar quem consigo colabore para manter o agrupamento em actividade, caso um dia seja ameaçada a sua continuidade, afirmações a originarem ovação dos presentes no salão, que de pé o aplaudiam.
 Todos os apresentadores de cada rancho folclórico – nos estandartes de cada qual sendo, findas as actuações, colocados galhardetes da ACPP em reconhecimento às suas presenças, por Américo Pimentel, Mário Jorge, Manuel José e Carlos Nunes -, tiveram palavras de apreço para com a direcção desta Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória, por ter proporcionado este interessante festival de folclore, com destaque para as afirmações de Alfredo Lima pelo do Núcleo de Arte e Cultura, e José Ferreira pelo Terras do Norte, dois grandes entusiastas da nossa música popular, que só com jornadas como esta o folclore pode progredir e continuar em frente nessa actividade que muito dignifica a nossa comunidade, na divulgação das tradições do nosso povo.
 Após o almoço, dirigiu-se em palco aos presentes, o presidente da ACPP, Mário Ferreira, para a todos agradecer a sua presença ali nessa tarde, dar as boas vindas aos ranchos que a seguir iam actuar em folclore, e manifestar o seu reconhecimento a Américo Pimentel pela organização da festa que ali decorria, e para a qual tivera a cooperação de Mário Jorge, dando por outro lado a conhecer que com a boa colaboração e entendimento entre a colectividade que lidera e a embaixada de Portugal, em Pretória, foi possível trazer à ACPP, o conjunto musical português “Pé na Terra”, que nessa tarde e finda a exibição dos três primeiros ranchos, ali iria actuar.
 Dando a conhecer as festas a realizar na ACPP, as mais próximas o Dia da Mãe a 13 de Maio, e o Dia de Portugal a 10 de Junho, nesta celebração do Dia da Raça, com a presença do artista português de craveira internacional, Fernando Pereira, o líder do exe-cutivo desta Associação Portuguesa de Pretória, agradecendo ao ex-secretário da embaixada, dr. Pedro de Almeida, recentemente colocado nessas funções em Timor, e ao coordenador do ensino de português na África Austral, dr. Rui de Azevedo, o se ter conseguido trazer à ACPP, com viagens suportadas pelo Instituto Camões, o referido conjunto “Pé na Terra”, acreditando ser possível com essa mesma cooperação conjunta trazer à África do Sul outras atracções para futuros eventos, convidando Tina Pimen-tel, esposa do actual presidente do conselho fiscal dessa casa, e organizador da fes-ta que ali decorria, Américo Pimentel, para entrega de ramo de flores à vice-presidente da Federação do Folclore, Minda  Vaz,  dado o cariz da festividade que ali decorria envolver quatro agrupamentos folclóricos da nossa comunidade, três de Joanesburgo e um de Pretória.
 Segundo ali soubémos, este conjunto musical “Pé na Terra”, que pela primeira vez se desloca ao continente africano, tem como “manager” Ana Abrantes, e é constituído por Cristina Castro, que além de vocalista toca acordeon e sabe manobrar o adufe e acompanhar ao bombo em certos números, Ricardo Coelho na gaitade-foles e ao pífaro, Tiago Soares à bateria, Hélio Ribeiro à viola, e Adérito Pinto na viola baixo, além desta actuação em Pretória, tem programadas outras actuações, como no dia 24 em Walvis Bay, a 26 em Windhoek, na Namíbia,  a 28 na Cidade do Cabo, e nos dias 1 e 3 de Maio em Harare, Zimbabwé, em cujos espectáculos serão apenas cobrados os respectivos “cachés” dado as passagens serem suportadas pelo Instituto Camões.
 Formado na cidade do Porto em 2005, o agrupamento que tem actuado em todo o Portugal, e já esteve em Espanha, na França e na Bélgica, terá deixado boa impressão em Pretória, com todo o seu reportório baseado em números típicos da boa música portuguesa, e prepara deslocação a Moscovo em Setembro próximo, ficou bem impressionado com este primei-ro contacto com Pretória, capital de um país que desconheciam em absoluto, e por certo todos os seus componentes regressarão a Portugal com uma ideia bem diferente daquela que tinham antes de o conhecer.