Açores procura emigrantes espalhados pelo Mundo

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Açores procura emigrantes espalhados pelo Mundo

Um passatempo na Internet pretende encontrar açorianos que vivem espalhados pelo mundo, numa iniciativa do Governo dos Açores que quer divulgar uma diáspora que tem comunidades em locais tão longínquos como a Nova Zelândia ou Timor Leste.

 “É uma forma de localizar os espaços e os países por onde andam os açorianos e tentar juntar esta família que reside em áreas desconhecidas e que ainda não foram exploradas”, afirmou Graça Castanho, directora regional das Comunidades, em declarações à Lusa.
 O passatempo ‘Açorianos no Mundo: Onde Estamos?/ Azoreans in the World: Where are we?’ foi lançado no início de fevereiro pelo executivo regional e é dirigido a emigrantes e descendentes.
 Graça Castanho salientou que “cada concorrente publica na página do Facebook deste concurso uma fotografia sua, tirada numa área emblemática do país onde reside e com uma bandeira dos Açores, que pode ser apresentada sob a forma de foto”.
 A fotografia vencedora, cujo autor receberá uma viagem aos Açores, será a que al-cançar maior número de ‘Gosto/Like’.

“Fala-se no Brasil, EUA, Canadá e Bermuda e esquece-se que os Açores só se completam com outros fluxos emigratórios”, frisou a directora regional das Comunidades, acrescentando que o concurso está integrado numa “vasta pesquisa” que o executivo es-tá a levar a cabo “há mais de um ano”.
O resultado desta pesquisa será publicado no final do ano, no terceiro número da revista Comunidades, e vai divulgar “comunidades recônditas, em países que nunca foram estudados em termos da presença açoriana”.
 Graça Castanho adiantou que as pesquisas permitem identificar a presença açoria-na “na Venezuela, em Timor-Leste, onde açorianos missionários tiveram um papel importante de defesa dos direitos dos timorenses, na África do Sul, em Angola e na Nova Zelândia”.
 “É um conjunto de países que nunca foram estudados em termos de presença açoriana. O concurso faz parte destas pesquisas que estamos a efectuar para encontrar açorianos pelo mundo e comunidades que não foram tão exploradas, para reescrever a história da emigração açoriana”, afirmou a directora regio-nal.
Estes resultados foram possíveis, segundo Graça Castanho, através de contactos com embaixadas, atendimentos feitos na Direção Regional das Comunidades e também com base em literatura.