Acidente insólito no Mercado de Pretória deixa portuguesa Orlanda de Sousa em estado crítico

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Acidente insólito no Mercado de Pretória deixa portuguesa Orlanda de Sousa em estado crítico

Aconteceu na madrugada de 7 de Abril, eram 05h30 quando Orlanda de Sousa procedia com seu marido às compras de fruta e vegetais no Tshwane Market, para abastecimento do negócio que têm em Bolter Street, de Pretória North, o “Rooster’s Fruit & Veg. Distributors”, foi atropelada por um empilhador “Fork-lift” que lhe bateu por trás e a arrastou por cerca de dez metros, causando-lhe graves ferimentos nas pernas, joelhos e tornozelos, além do corpo praticamente todo pisado, sendo às fratcturas consideradas mais graves operada a seguir de emergência no hospital Eugene Marais, para on-de fora de imediato transportada em ambulância, ficando as outras três cirurgias a que terá de ser submetida a pernas e joelho, a conselho médico para quatro semanas mais tarde, dado ser muito arriscado para os vasos sanguinos fazê-las todas em simultâneo.

 Na ocasião do acidente, Orlanda de Sousa dirigia-se dentro do mercado para a secção da fruta, enquanto seu marido António de Sousa rumara à dos vegetais, o qual só soubera da ocorrência na chamada que lhe fizeram para o telemóvel, dando-lhe conhecimento do sucedido, que sem perca de tempo se dirigiu ao local para se inteirar da gravidade em que ficara a esposa depois desse atropelamento, tentar socorre-la e sem perca de tempo ajudar a tratar do que fosse preciso, pois o mais importante era o seu estado de saúde, e nestes casos em que todas as ajudas são preciosas, feitas com prontidão poder-se-ão salvar vidas em perigo, como em princípio parecia ser o caso de Orlanda de Sousa, mas que felizmente e depois do grande susto tudo ser resolveu.

Conforme o jornal “Beeld” na sua edição de 10 de Abril noticiara, com indicação do acidente na primeira página, para nas interiores relatar por alto as circunstâncias em que o mesmo ocorrera, e a gravidade da sinistrada, provocada pelo “forklift”, que pela falta de visibilidade do condutor, só assim se compreende, já que o dito empilhador transportava “palets” de banana à frente e atrás, o seu manobrador só se terá apercebido pelo estrondo, e certamente pela gritaria das pessoas que nessa altura por ali circulavam. 

 Segundo Selby Bokaba, por-ta-voz do Tswane City Council, a que pertence o Mercado de Pretoria, o condutor do “forklift” que provocara o acidente iria ficar suspenso, certamente até se apurarem responsabilidades –  a verdade é que tal não se verificou, por no dia seguinte o mesmo ser visto nessas mesmas funções -, e ter dito que os empilhadores a operar no mercado não são perigosos, versão pelos vistos contrária à opinião de muitos que diariamente o frequentam, afirmarem que a começar pela velocidade com que circulam, até se admiram não haver mais acidentes como este.

Como fora arrastada por cerca de dez metros, Orlanda de Sousa ficou como se deve calcular muito maltratada, além das fracturas e escoriações por todo o corpo, daí pouco se poder mexer, e por isso ficar por enquanto dependente da ajuda do marido para tudo, incluindo dar-lhe os medicamentos a horas indicadas, tratar de refeições e dos serviços de higiene, já que por enquanto em cadeira de rodas para se poder manobrar e com dores insuportáveis nada por suas mãos poderá fazer, o que além da gravidade dos ferimentos não deixa por outro lado de ser preocupante para o marido, por se ver privado da colaboração da esposa, seu autêntico braço direito no negócio, tanto nos serviços de contabilidade, como na orientação de rotina do dia-a-dia no estabelecimento comercial, ou deslocar-se a qualquer lado tratar do que fosse preciso.

 Essa ajuda mais é agora notada, na medida em que Antó-nio de Sousa como proprietário de um “plot” a certa distância de Pretoria, face à quantidade de animais e outra criação que aí tem, o obrigar a frequentes deslocações, para não dizer diárias a essa propriedade, onde recentemente construiu um boa vivenda, agora com a esposa que na sua ausência olhava pelo negócio, incapacitada, não o poderá por enquanto fazer com a mesma regularidade, o que certamente lhe causará uma grande preocupação e transtorno, e o caso não é para menos.

 Este casal, Natividade Orlanda de Sousa, natural da Câmara de Lobos, e António Secundino Caldeira de Sousa, das Achadas da Cruz, do Porto Moniz, pais de três filhos, Nelson, Ricky e Fátima, residem em Pretoria há mais de cinquenta anos, e por isso muito conhecidos na comuni-dade, inclusive no meio associativo, mais propriamente na Casa Social da Madeira, co-lectividade que Orlanda de Sousa como associada já fez parte de algumas direcções, assim como no apoio em alguns anos ao Madeira FC, e ao rancho folclórico desta mesma agremiação madeirense, na capital sul-africana.