Accionistas da EDP aprovam entrada de chineses no conselho geral

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Accionistas da EDP aprovam entrada de chineses no conselho geral

Os accionistas da EDP acabam de aprovar a entrada dos chineses da Three Gorges no conselho geral e de supervisão, o primeiro ponto da assembleia-geral extraordinária, que decorreu em Lisboa.

 O ponto em questão refere uma alteração dos estatutos em que permite a uma empresa concorrente da EDP entrar no conselho geral e de supervisão caso esteja em causa uma parceria estratégica.
 A proposta, aprovada por 89,7 por cento do capital representado, permite que possa ser eleito para membro do órgão de fiscalização da EDP “um parceiro industrial de longo prazo ou de pessoas com ele relacionadas”.

 Os accionistas da EDP aprovaram em assembleia-geral extraordinária a continuidade de António Mexia como presidente executivo, um novo conselho geral de supervisão liderado por Eduardo Catroga e a alteração do limite de voto para 25 por cento.
 Esta assembleia-geral decorreu da privatização da eléctrica, ganha pelos chineses da China Three Gorges (CTG), que pagaram por 21,35 por cento da EDP cerca de 2,7 mil milhões de euros, tornando-se o maior accionista da empresa.
 O negócio, que ainda está dependente da aprovação das autoridades de regulação dos mercados onde a eléctrica está presente, como nos EUA, Espanha e Brasil, inclui, para além do preço pago pelas acções, o compromisso dos chineses em investir mais seis mil milhões de euros na expansão da empresa a nível mundial.

 A assembleia-geral oficializou a ascensão de Eduardo Catroga a presidente do conselho geral e de supervisão da EDP, bem como a entrada de outras personalidades escolhidas pelos accionistas, como Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Ilídio de Pinho e Rocha Vieira, figurantes entre as 23 pessoas propostas.