Academia-Mãe será anfitriã do secretário de Estado José Luís Carneiro em Joanesburgo

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Academia-Mãe será anfitriã do secretário de Estado José Luís Carneiro em Joanesburgo

Foi em Bedfordview que se reuniram num restaurante local cerca de 26 compadres e comadres para fazerem o convívio semanal da Academia-Mãe do Bacalhau. Nesta edição, o compadre Jorge Araújo anunciou o donativo de bacalhau para o jantar no dia 17 de Fevereiro que irá decorrer no Núcleo de Arte e Cultura (NAC). Um jantar convívio de várias organizações comunitárias portuguesas e que está sob a alçada da organização da Academia do Bacalhau de Joanesburgo. O compadre anunciou o donativo do peixe e de duas garrafas de vinho do Porto de vinte anos para o jantar. Neste convívio foi também anunciado por parte do presidente José Contente que a Academia-Mãe será anfitriã do secretário de Estado da emigração José Luís Carneiro, num almoço a ter lugar na quinta-feira, 16 de fevereiro, no Lar da Rainha Santa Isabel.

 O almoço teve inicio com o compadre presidente a soar o badalo e a pedir para que “carreguem todos os copos com vinho tinto para o nosso Gavião, cujo “tom” vai aqui ser dado pelo nosso compadre Michael Gillbee”.

 Após o brinde, o presidente fez a sua habitual ronda de boas-vindas em torno da me-sa do almoço. Em particular, o compadre José Contente fez especial menção à presença de Mariana de Almeida, vinda de Portugal e à procura de emprego na África do Sul. No seu segundo almoço, o presidente recordou que após a terceira participação, se tornaria comadre da Academia-Mãe.

 Também mereceu especial menção o compadre Rui Policarpo, que “baixou ao hospital com um ataque cardíaco e que felizmente está bem.” “Isto é que é amor à Academia”, brincou o presidente para aligeirar o ambiente. “Não compadre, fora de brincadeiras, ainda bem que está aqui connosco, está rijo e saudável e bem”, rematou o compadre Contente.

 “Cabe-me, como sempre, nomear um “carrasco” para a tarde de hoje, de partida para Portugal, cabe a tarefa ao nosso compadre Carlos Borges!”

 O primeiro prato foi então servido, a sopa de caldo-verde. Durante a refeição houve amena conversa, várias gargalhadas e o habitual burburinho das conversas paralelas e o barulho dos talheres.

 O repasto foi servido sem demoras, com os pratos a serem levantados e levados para a mesa em rápida sucessão. Em seguida, o prato do “fiel amigo” foi servido, confeccionado à “Lagareiro”, com lâminas de alho frito por cima, a posta era de tamanho considerável, acompanhada de batatas assadas e pimentos. O peixe estava muito bem demolhado, a lascar na perfeição e com a medida certa de sal, como convém à preparação do bacalhau.

 Foi, conforme manifestado durante o almoço, do agrado de todos os presentes. Após os pratos terem sido retirados da mesa, o presidente tornou a soar o badalo para usar a palavra. “Temos agora datas importantes que se aproximam, daqui a 15 dias teremos connosco o secretário de Estado José Luís Carneiro. A Academia-Mãe vai ser anfitriã do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e faremos o nosso almoço lá no Lar. O secretário vai lá fazer uma visita e a nossa presidente, a comadre honorária Isabel Policarpo sugeriu que fizéssemos lá o nosso convívio semanal. Assim, é útil e agradável para todos.”

 O presidente prosseguiu ao afirmar que “e, depois, temos também na sexta-feira, dia 17, um jantar que terá lugar no NAC. Vamos convidar as associações de Pretória e de Joanesburgo, para estarmos todos juntos. Por fim, temos as nossas eleições. Serão em março e já está acordado que terão lugar na União Portuguesa em Turffontein. O co-municado será publicado no Século, por isso, quem quiser apresentar listas e possíveis candidatos à presidência, já sabem as regras”, rematou o presidente.

 Novamente, para concluir a intervenção, o compadre Contente falou na nova newsletter das Academias do Bacalhau. “Aqui, temos a primeira edição e com a ajuda aqui do nosso compadre Michael Gill-bee, que através do Século de Joanesburgo, manda a informação toda, as Academias podem ver o que fazemos, que nos reunimos semanalmente e que, fazemos muita coisa ao longo do mês. Portanto, o nosso ano é muito preenchido. A newsletter é feita pela comadre Diana Bernardo, jornalista residente em Londres e que nos vai ajudar também a levar com que as Academias paguem as suas quotas anuais. Isto dá imenso trabalho, é quase um “full-time”, um emprego a tem-po inteiro e assim podem ver que fazemos trabalho a sério. Exigem de nós, nós damos. Mas, tudo isso implica custos e são serviços prestados pela Academia-Mãe, portanto já não nos podem acusar de estarmos sempre em falta”, concluiu o compadre presidente.

 A ideia do compadre Con-tente e dos compadres da Academia-Mãe, é estimular a que no Congresso de 2018, estejam todas as tertúlias presentes, com as contas em dia para que a celebração seja condigna do quinquagésimo aniversário. Não é da inten-ção da Academia-Mãe angariar fundos para a celebração através das quotas, mas sim prestar um serviço de secretariado completo, extensivo e inclusivo das 57 Academias do Bacalhau.

 Nisto, após a intervenção do presidente, chegou o compadre Gilberto Martins, recebido com vivas e palmas por parte da mesa do almoço. “Venham sempre, mesmo que tarde, venham porque vale sempre a pena”, atestou o compadre Contente.

 Foi então aberta a sessão a intervenções gerais, anedotas e outros comentários. Assim, foram logo contadas algumas anedotas.

 O compadre Jorge Araújo pediu a palavra para anunciar o donativo de duas garrafas de vinho do Porto, de vinte anos, para o convívio a ter lugar no dia 17 no NAC. E, mais importante, o donativo de todo o bacalhau para ser consumido naquele serão. O anúncio mereceu uma forte, forte salva de palmas e logo, o presidente afirmou “vamos cantar um “Gavião” ao nosso compadre”, o que foi prontamente feito.

 A palavra final foi então dada ao “carrasco” da tarde. O compadre Carlos Borges isentou as comadres de pagar a multa e “castigou” os compadres todos em 50 randes. A garrafa de vinho do Porto foi doada por ele próprio e a garrafa de whiskey resultou das multas.

 O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e com o último “Gavião de Penacho”. Os compadres e comadres ficaram a saborear as sobremesas, cafés e digestivos enquanto conversavam em torno da mesa.