Academia do Bacalhau de Pretória voltou a mostrar solidariedade

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Academia do Bacalhau de Pretória voltou a mostrar a sua solidariedade na ajuda a tratamentos clínicos de uma jovem da comunidade

Com a aderência a aproximar-se das oitenta pessoas, teve lugar na tarde da última terça-feira, 10 de Outubro, novamente no restaurante da ACPP, o almoço de convívio mensal da Academia do Bacalhau de Pretória, contando-se entre os presentes o embaixador Ricoca Freire, a chanceler da embaixada, Carlota Amorim, os comendadores Gilberto Martins e Silvério Silva, e os presidentes, da ACPP, Mário Jorge; da Casa Social da Madeira, Samuel da Silva; da Associação de Bem-Fazer “Os Lusíadas”, Paula de Castro; da Casa do Benfica, Lino Faria, este que voltou a oferecer o pão ali saboreado, confeccionado na sua Meyerspark Bakery;  e pelo Banco BPI, o seu delegado em Joanesburgo, Ramiro Sebastião.

 A abrir o convívio usou da palavra o presidente desta Academia do Bacalhau, comendador Mário Ferreira, para as boas-vindas e agradecimentos a todos os presentes que em bom número ali se encontravam, com destaque para o nosso embaixador, após o que apelou aos que o ouviam, para cada um colaborar com o que lhe fosse possível, uma vez que a receita que fosse conseguida, reverteria a favor de cirurgia e respectivos tratamentos clínicos da jovem estudante da nossa comunidade, Juliana Bernardo, ali presente no convívio, que terá de ser submetida a intervenção cirúrgica à escoliose de que sofre, com os seus custos a rondarem os cento e oitenta mil randes, valor que seus pais não dispõem para tal, apelo que a avaliar pelo que ali foi conseguido, os presentes viriam a corresponder muito positivamente.

 Depois do leilão do whisky pelo comendador Mário Ferreira, diga-se em receita a corresponder aos apelos que antes ali fizera, que a juntar às multas da “praxe” aplicadas, pelo nomeado “carrasco”, Rui dos Santos, e outros donativos efectuado com essa finalidade pelas mesas, foi possível angariar o que se pretendia, foi dada a palavra ao embaixador Ricoca Freire, que começando por a todos saudar com amizade, e elogiar a solidariedade ali demonstrada, viria em termos de despedida, por se tratar do úl-timo convívio a que promovido por esta Academia lhe era dado participar, por em breve nos deixar, a referir no seu improviso:

 Fui muito feliz na África do Sul, durante as minhas estadias neste país, tanto de 2003 a 2004 como cônsul-geral em Joanesburgo, como nestes últimos cinco anos em que fui vosso embaixador em Pretória, um cargo que para o desempenhar não é fácil, mas o apoio e carinho que a comunidade portuguesa aqui radicada sempre me deu, muito me ajudou a cumprir essa missão, afirmando mais à frente:

  Se me perguntarem que melhor recordação levo destes cinco anos, em que aqui fui chefe da missão diplomática portuguesa, na África do Sul, não terei dúvida em afirmar, o grande apreço vivo na memória, por esta grande comunidade, que sempre me respeitou, e com o seu contestável apoio ter facilitado o desempenho deste meu cargo, sublinhando a seguir:

 A comunidade de Pretória, e os apoiantes desta Academia do Bacalhau, foram para mim exemplo de união e de solidariedade, pela maneira como todos em convergência trabalharam rumo ao mesmo objectivo, disponibilizando-se sempre para apoiar e marcar presença em várias iniciativas levadas a efeito pela vizinha Academia-Mãe, em Joanesburgo, imagem de união da comunidade, pela qual sempre me debati e apelei, daí ficar sempre gravada em memória a grata recordação que levo da África do Sul.

  O último pedido que aqui vos faço, na certeza de que isso já está planeado por vós, é que esta Academia de Pretória venha a trabalhar em conjunto com a de Joanesburgo, na or-ganização do grande congresso que tem planeado para 2018, a comemorar os seus cinquenta anos, e de mãos dadas contribuir para o sucesso que se pretende, adiantando a esse respeito:

 Por meu lado tudo farei para, se me for possível, marcar presença nesse grande evento, não como cônsul-geral ou embaixador, mas como compadre que me prezo, e ao mesmo tempo ser um de vocês, a celebrar tão importante congresso e relevante efeméride.

 Neste convívio onde se guardou um minuto de silêncio à memória do compadre Roland des Meuls, falecido dias antes, em Joanesburgo, e entregues certificados aos novos membros desta Academia do Bacalhau de Pretória, Augusto Baptista Rosa, Marco Valente, Gary Martins, Ronnie Gell, Duncan Lewis e Dave Scott, foi o embaixador Ricoca Freire distinguido com significativa lembrança, que lhe foi entregue pelo presidente desta Academia, comendador Mário Ferreira.

 No decorrer desta mesma confraternização, foi Manuel José como dedicado compadre e grande amigo desta Academia, homenageado com um gavião do penacho, ao aniversário natalício que ali comemorava, a quem com fortes aplausos foram formulados votos de boa saúde e longa vida, e feito um apelo aos presentes para marcarem presença no jantar de gala a promover pelos Lusíadas, na noite de 28 deste mês, no salão nobre da ACP de Pretória, e se destina em solidariedade a ajudar quem mais precisa na comunidade, enquanto por outro lado a chanceler da nossa embaixada, Carlota Amorim, que se fazia acompanhar da jovem Juliana Bernardo, a favor de quem era destinada a receita ali angariada naquela tarde, agradecer a compreensão e colaboração de todos, a favor desta justa causa humanitária, em que para destacar o seu apreço a essa iniciativa, enalteceu com estas palavras: “Esta é a grande comunidade que eu com muito gosto venho servindo”.

 Ao embaixador Ricoca Freire, que ali naquela tarde deve ter apreciado o quanto é estimado por uma comunidade, que por seu lado sempre correspondeu aos seus anseios, e colaborou na medida do possível, foi também dedicado, em preito de homenagem de despedida, um estrondoso “gavião do penacho”.