Academia do Bacalhau de Pretória promete donativo de 100 mil randes aos Lusíadas

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 Na quarta-feira 28 de Agosto, reuniram-se 50 compadres e comadres no restaurante da Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória (ACPP) para o almoço mensal da Academia do Bacalhau daquela cidade.

 O repasto foi aberto pelas 13h30, com o presidente Mário Ferreira a fazer soar o badalo e a dar as boas-vindas a todos os presentes em torno da mesa do almoço. O presidente pediu ao compadre Michael Gillbee que desse o “tom” do brinde “Gavião de Penacho”.

 Sempre inclusivo e com a finalidade de atrair cada vez mais jovens ao repasto, o presidente Mário Ferreira conduz o almoço de forma bilingue, tudo o que diz em Português, repete-o em Inglês para que “ninguém se sinta excluído ou não queira participar porque não percebe o que se está a passar”, como afirmou o presidente Ferreira.

 “Caros compadres e comadres, bem-vindos a todos e agradeço-vos a vossa participação neste almoço mensal. É bom ver tantas caras em torno da mesa, vamos ter um excelente almoço e espero que todos se divirtam enquanto angariamos alguns fundos para ajudar os mais necessitados da nossa Comunidade”, atestou o presidente. “Para “carrasco” da tarde, vou escolher o nosso compadre António Barbosa”.

  O primeiro prato, o da sopa de caldo-verde, foi servido. A sopa muito boa, o creme de batata fluido e a couve bem escaldada e cortada na perfeição fez as delícias dos presentes. A acompanhar a sopa, em cima da mesa, esteve pão tipicamente português, feito pelo compadre Lino Faria.

 Logo após a sopa, o presidente Mário Ferreira tornou a soar o badalo e anunciou que o buffet do almoço estava aberto. Como é habitual na tertúlia de Pretória, a qualidade e variedade imperam na refeição. Em oferta estavam bacalhau assado na brasa e bacalhau com natas. Depois ainda em oferta havia frango grelhado na brasa. Tudo acompanhado de vários vegetais e ovos cozidos, salada verde para quem quisesse para além da sopa, entradas de bife trinchado e mexilhões. Toda a refeição foi muito bem preparada e as porções muito generosas.

 Logo que os pratos do buffet foram levantados da mesa, o presidente tornou a soar o badalo e declarou, “caros compadres e comadres, isto não é para mim, não é sequer para a ACPP, isto é para angariarmos dinheiro para as famílias portuguesas da nossa Comunidade em Pretória que não têm sequer para comer. Medicamentos, consultas médicas, etc. Vamos leiloar aqui umas garrafas muito boas de whiskey Glenlivet, cada uma vale mil randes oferecidas por mim. São mil randes na minha mão”, anunciou o compadre Mário Ferreira. As quatro garrafas foram leiloadas por três mil randes cada, a última das quais e por graça, o compadre Américo Pimentel licitou por três mil e cinco randes. Foi também licitada uma garrafa de conhaque francês Hennessy por dois mil e quinhentos randes.

 O buffet das sobremesas foi então aberto, logo após o que, antes do café e dos digestivos, a palavra final da tarde foi dada ao “carrasco”. Com um sentido de humor muito mordaz e uma salutar dose de sarcasmo, o compadre Tony Barbosa proferiu a sentença da tarde a aplicou os “castigos” aos prevaricadores. Em cima das multas, o “carrasco” doou mil randes e pediu a mais nove voluntários para que doassem também quantia igual.

 As multas perfizeram um total de R13 000 com o presidente Ferreira a afirmar “amigos, vamos cantar um “Gavião de Penacho” ao “carrasco” que hoje bateu um recorde no que toca ao valor angariado pelas multas a todos que compraram garrafas de whiskey. A vocês, muito obrigado”. O “tom” do brinde foi dado pelo compadre Michael Gillbee.

 O presidente anunciou depois o donativo de 100 mil randes à organização Lusíadas por parte da Academia de Pretória. “Está para breve e vamos doar 100 mil aos Lusíadas, quero dizer à comadre Paula Castro que pode contar com a ajuda da Academia de Pretória”. Um anúncio que mereceu uma forte ovação por parte de todos os presen-tes.

 Antes do final do repasto, o compadre Mário Ferreira anunciou que o próximo almo-ço ainda não tem data definida, mas que os compadres e comadres irão ser informados atempadamente.

 O almoço foi encerrado com o último brinde, “Gavião de Penacho” cujo “tom” foi dado pelo próprio compadre Mário Ferreira. Os compadres e comadres permaneceram em torno da mesa em conversa ao sabor dos cafés e digestivos.