Academia do Bacalhau de Pretória continua a ser procurada para apoio a causas de solidariedade

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Academia do Bacalhau de Pretória continua a ser procurada para apoio a causas de solidariedade

Com a habitual presença de compadres e comadres da tertúlia e outros membros da comunidade, teve lugar na tarde da penúltima quinta-feira, 28 de Fevereiro, novamente no Straydfontein restaurante, de Yvonne Pestana, em President Steyn Street, de Pretoria North, o almoço mensal da Academia do Bacalhau da capital sul-africana, desta vez patrocinado por Agostinho Simão e decorreu em agradável ambiente de confraternização.

 Depois dos agradecimentos aos convivas ali nessa tarde, de modo especial ao “sponsor” da refeição, a quem em reconhecimento foi oferecida lembrança contendo inscrição a realçar esse gesto, foi pelo presidente desta Academia, João Serradinho, feito o leilão do whysky oferecido pela proprietária do restaurante, e pelo Tony’s Liquor Distributors, desta mesma cidade, assim como de uma caixa de vinho, e por Lino Faria, nomeado “carrasco”, a aplicação de multas da praxe, após o que foi dada a palavra a Daniel Ferreira para ali expor a situação e consequente pedido de ajuda a favor da M.A.D.I. de Vila do Conde, instituição que acolhe um seu filho deficiente.

 Esse pedido, conforme ali deixou bem claro, é para obras de ampliação dessa instituição, a fim de no fu-turo poder dar assistência a um maior número de de-ficientes que em lista de espera aguarda por vez, e devido à crise que Portugal atravessa não poder contar com o auxílio financeiro que para o efeito precisam do Estado, daí recorrerem a quem nesse sentido os possa ajudar.

 Segundo Daniel Ferreira, a M.A.D.I. (Movimento de Apoio ao Diminuído Inte-lectual), de Vila do Conde, é uma instituição particular de solidariedade social le-galizada desde 1976, e que faz o atendimento à população portadora de deficiência mental, nas valências, Educativa (1982), Ocupacional (1995), Formação Profissional (1997), e Lar Residencial (2002).

 Em 2010, continuou Daniel Ferreira, inaugurou a Clínica de Medicina Física e de Reabilitação com as valências de Fisiatria, Psicologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala e Acupunctura, prestando serviços aos utentes da instituição, bem como a clientes externos que a ela recorrem, e é apoiada pela Administração Regional de Saúde (A.R.S. Norte).

 Os seus utentes, num total de 105, apresentam deficiências graves e profundas, para o que a instituição possui cerca de setenta funcionários para o atendimento técnico e de bem-estar que especificamente é necessário para este tipo de população, não havendo neste momento, qualquer capacidade de novas admissões, pelo que toda a população do concelho, portadora de deficiência, que precise de um atendimento nesta área, terá de aguardar vaga para ali poder entrar. 

 Assim, no sentido de minimizar esta situação, está a ser construído um novo centro de actividades ocupacionais para 30 utentes, e um novo lar residencial para 24 utentes, e desenvolver na freguesia de Ferreiró, que abrangerá as áreas de jardinagem, agricultura biológica, estufas e horto, organizadas em tor-no de uma quinta pedagó-gica, aberta às escolas da comunidade, dinamizando assim, toda a área envolvente do projecto

 Para esta construção apresentámos uma candidatura ao fundo social europeu, sendo que esta foi aprovada em cerca de 60%, ficando o restante a custo da instituição. Para continuar a obra já em curso, cuja conclusão se pre-vê em Novembro de 2013, o MADI precisa de cerca de 300 mil euros, pelo que vem dirigir-se à comunida-de portuguesa na África do Sul, a fim de nos ajudar a minimizar tão elevado custo.

 Seria para nós uma enorme honra poder contar com a vossa ajuda, e atribuir o nome da vossa comunidade a uma das novas salas do Centro, convidando-vos, desde já, para a inauguração que se prevê, como atrás se refere, no próximo mês de Novembro, sendo na verdade este projecto fundamental para a integração efectiva das pessoas com deficiência na comunidade a que pertencem, proporcionando-lhes um percurso de vida com qualidade, e também com a dignidade a que têm direito, concluiu o escrito elucidativo da MADI, de que Daniel Ferreira foi portador.

 Por se tornar este caso de ponderação e consulta aos restantes directores desta Academia, prometeu o actual presidente em funções, João Serradinho, informar oportunamente Daniel Ferreira, do que ficar decidido sobre o pedido que ali apresentou.

 Também os professores de língua portuguesa, Miguel Coelho a leccionar em Pretória, e Rui Afonso, em Joanesburgo, aproveitaram para li darem a conhecer irem ambos participar de 17 a 24 de Março, na grande prova anual de ciclismo a disputar na Península do Cabo, denominada “CAPE EPIC”, na distância de 800 quilómetros, em que irão entrar 1200 corredores em representação de 60 países, e que dadas as enormes despesas, se alguma empresa da nossa comunidade os quiser ajudar, todo e qualquer donativo será bem-vindo e apreciado, prometendo por seu lado tudo fazer ao seu al-cance, para nessa prova, a requerer pela grande en-vergadura um enorme es-forço, conseguir uma posição que dignifique a grande comunidade portuguesa radicada na África do Sul.

 A última intervenção neste convívio, foi a do compadre fundador desta Academia do Bacalhau na cidade de Pretória, comendador Estevão Rosa, que em anos sucessivos e alternados a dirigiu como presidente, para realçar o espírito de amizade e solidariedade que continua a reinar na tertúlia, para mediante as suas disponibilidades poder continuar a ajudar aqueles que em si-tuação difícil a ela recorrem.

 Posteriormente fomos informados ter esta Acade-mia do Bacalhau de Pretória atribuído um donativo de R7.000 à gravemente enferma Maria de Fátima Chaves, e um outro de R2.000  aos professores Miguel Coelho e Rui Afonso, para ajuda às suas despesas na prova anual de ciclismo a disputar na Península do Cabo de 17 a 24 de Março corrente.