Academia do Bacalhau de Joanesburgo celebrou o 48º aniversário com jantar de gala

0
30
Academia do Bacalhau de Joanesburgo celebrou o 48º aniversário com jantar de gala e a doacção de 150.000 randes

No sábado, dia 11 de Junho, cerca de 350 compadres, comadres e convidados, juntaram-se no SilvaSale Restaurante do Wanderers Club, em Illovo, para celebrar o quadragésimo oitavo aniversário da Academia-Mãe do Bacalhau, que teve a sua fundação a 10 de Junho de 1968 em Joanesburgo. Nesta noite foram distribuídos pela Academia 150.000 randes a instituições de bem-fazer, com 10.000 randes a serem dados à “Light House” do Grupo Madre Teresa de La Rochelle, 15.000 randes ao “Bienvenue Shelter” de mulheres e crianças refugiadas africanas, 25.000 randes ao Lar de Nossa Senhora de Fátima em Benoni e 100.000 randes à Sociedade Portuguesa de Beneficência da África do Sul.

 Nesta noite tão especial, por certo o acontecimento no calendário social da vida comunitária, foi também ocasião de uma estreia. Foram atribuídos às comadres Matilde Abreu e Isabel Policarpo, o diploma de Comadres Honorárias da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, distinção nunca an-tes feita por esta tertúlia. Foi um momento muito emotivo e terno no seio da tertúlia, com ambas as comadres honorárias a mostrarem-se visivelmente emocionadas e a tro- carem um forte abraço com o presidente José Contente.

  O “glamour” e o luxo impera-ram na noite de gala, com todas as senhoras vestidas e penteadas a preceito para o evento de gala e os homens, de traje formal a acompanhar.

  O serão começou pelas 19h com o convívio à porta do salão do evento, onde a recepção era feita aos participantes na festa com vinho do Porto e salgados vários.

 Pelas 19h30 foi pedido a todos para se encaminharem para o salão e para tomarem os lugares nas respectivas mesas.

 O compadre Gilberto Martins deu as boas-vindas a todos os presentes, ele, o já habitual mestre-de-cerimónias deste evento anual.

 O artista Roberto Adão cantou o hino da Academia do Bacalhau, composto pelo compadre Leonel Canha.

 O Coro dos Residentes do Lar da Rainha Santa Isabel, fez também as vezes de entretenimento na noite, ao entoar a Marcha da Academia do Bacalhau, com os seus componentes acompanhados à guitarra pelo compadre Leonel Canha e ao acordeão pela maestrina Idalina Alves.

 O jantar de gala foi formalmente aberto com o soar do badalo, símbolo da tertúlia, pelo presidente José Contente e procedeu-se ao brinde tradicional da tertúlia, o “Gavião de Penacho”, que antes, foi ensaiado para aqueles que participavam em eventos da Academia pela primeira vez!

 Logo após o que, foi servida a sopa de caldo-verde e as entradas da refeição. Entre estes pratos foi servido um tira-gosto, para limpar o palato aos convidados.

 Enquanto isto se sucedia, o presidente José Contente foi chamado ao palco para proferir o seu discurso sobre a noite.

 De ressaltar na sua dissertação o anúncio de que, no ano de 2015, foram atribuídos a causas, instituições e obras de bem-fazer por parte da Academia-Mãe, 700.000 randes em donativos. Uma quantia assinalável a nível nacional, em termos de instituições de solidariedade social.

 José Contente agradeceu o empenho e esforço feito pelo seu executivo e dedicou um especial “obrigado” à sua esposa Adelaide Contente e à sua restante família.

 Seguidamante foi pedido ao compadre presidente honorário da Academia-Mãe, Adriano Leão, para dirigir algumas palavras aos presentes. O compadre Leão subiu ao palco e afirmou “boa noite a todos, queria distinguir mencionando a presença do António Ricoca Freire, nosso embaixador, e da comadre Luísa Fragoso e a presença de todos vós. Primeiramente às senhoras, porque as comadres e convidadas com o seu “glamour” dão um encanto único e especial à noite. Estamos hoje no quadragésimo oitavo aniversário e vamos em Setembro deste ano ter o nosso Congresso Mundial em Portugal. Eu não sei que mais dizer que, depois de tudo que me tem acontecido nestes últimos tempos, estar entre vós e convosco semanalmente, dão-me encorajamento para continuar aqui, com 80 anos, ainda cheio de vontade. Queria expressar a alegria pela força que todos me dão!”

 Foi então cantado um brinde ao compadre presidente honorário Leão, um forte “Gavião de Penacho”.

 O compadre Gilberto Martins autoelegeu-se como “carrasco” da noite e gracejou logo ao dizer, “vou aplicar multas leves, de mil randes para cima!”

  A palavra foi seguidamente dada ao embaixador de Portugal, o compadre António Ricoca Freire. Na sua intervenção afirmou que “quero primeiro que tudo enviar a todos um grande abraço, às comadres e aos compadres. Não foi por acaso que os quatro pioneiros resolveram criar a Academia no dia 10 de Junho, para celebrar Portugal, com um prato de bacalhau e um copo de tinto.”

 “Devo dizer que de todas as comemorações do 10 de Junho, esta em particular, tem um gosto e um sentido particular porque nasceu no seio de um grupo de expatriados de Portugal e se o 10 de Junho é o Dia de Portugal, nada faz mais sentido do que festejar com a Comunidade no seu seio. A Academia do Bacalhau, este movimento, é o assumir  de um compromisso,  a forte relação com as Comunidades fora de e com Portugal. É um expressar das saudades e da permanente ligação que queremos ter com a pátria-mãe. A Academia é a metafora das Comunidades e da sua relação de amor e proximidade com a cultura e tradições portuguesas. Surgiu como um projecto de saída para os outros, que afasta o viver fechado e significa o partir e isso, tem muito a ver com a História de Portugal.  São 57 Academias nas quatro partidas do Mundo e por isso é importante celebrar o 10 de Junho na Academia-Mãe de onde foi que tudo surgiu e partiu. Foi aqui que, na Academia-Mãe, que me tornei compadre e tive bons mestres, um deles o Adriano Leão”, afirmou emocionado o compadre Freire ao dirigir-se ao compadre Leão,

 “A Academia promove o combate às divisões e promove a união, é sem dúvida um exemplo único e forte.” – disse Ricoca Freire.

 Terminou com vivas à Academia-Mãe, à Comunidade Portuguesa na África do Sul e a Portugal.

 O momento mais emotivo da noite seguiu-se com as comadres Matilde Abreu e Isabel Policarpo a serem distingui-das com o grau de comadres honorárias.

 Também foram entregues dois troféus ao Young Adult Portuguese Society (YAPS) e ao grupo de ciclistas do Luso África, que forjaram e mantêm parcerias com a Academia-Mãe.

 O prato do “fiel amigo” foi ser-vido e enquanto isso, foi a vez da artista Rute Marlene en-treter os convidados num espectáculo que durou cerca de uma hora.

 Após o repasto e a actuação da artista cabeça de cartaz, foram entregues os cheques-donativo às instituições de solidariedade social.

 Os presidentes das várias Academias presentes no ani-versário entregaram lembran-ças à Academia-Mãe para as-sinalar a passagem da data. Foram os casos das Acade-mias de Pietermaritzburg, Mbabane e Maputo.

 Duas placas de bronze, uma com o Hino da Academia e outra com uma simbologia re-ferente a Joanesburgo e à África do Sul, acompanhadas com um ramo de flores foram oferecidos como especial reconhecimento à comadre Luísa Fragoso, cônsul-geral em Joanesburgo, em fim de missão neste posto.

 A comadre Fragoso mostrou-se visivelmente emocionada e satisfeita com a homenagem rendida e agradeceu profundamente a recepção, acolhimento e trabalho feito com ela ao longo do seu desempenho no posto consular.

 Por fim, seguiu-se um dos momentos mais aguardado da noite, o leilão da camisola do número 7 do Real Madrid, doada por Cristiano Ronaldo, através do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e com uma dedicatória especial à comunidade portuguesa da África do Sul.

 O leilão foi conduzido por Nicole da Silva, apresentadora da rádio Five FM e rendeu 50.000 randes à Sociedade Portuguesa de Beneficência.

 O licitador vencedor da ca-misola com a qual CR7 conquistou a decima vitória da Liga dos Campeões do Real Madrid, foi o compadre e me-cenas da SPB, Orlando Marques.

 O evento terminou e foi posta música para que as pessoas ocupassem a pista de dança e se divertissem pela noite dentro.