Abertura das Comemorações do Dia de Portugal foi na Casa da Madeira de Joanesburgo

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Abertura das Comemorações do Dia de Portugal foi na Casa da Madeira de Joanesburgo

As celebrações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas 2017 tiveram inicio oficial na Casa da Madeira de Joanesburgo. A manhã foi demorada, por se aguardar a chegada dos residentes do Lar da Rainha Santa Isabel e do Lar de Nossa Senhora de Fátima, de Benoni. Mas, pelas 10h30 foi dado inicio aos procedimentos, com José Luís da Silva, mestre-de-cerimónias da ocasião a pedir aos convidados que se deslocassem para o “frontispício” da Casa da Madeira, para se proceder ao acender da Chama da Pátria, ao hastear das bandeiras das Republicas de Portugal e da África do Sul e de se entoarem os respectivos hinos dos dois países.

 O cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Francisco-Xavier de Meireles, deu inicio às cerimónias oficiais com o acender da Chama da Pátria e a pronunciar que “declaro as celebrações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas em Joanesburgo, oficialmente abertas.”

 Em seguida, enquanto os escuteiros do 1º Grupo de de S. Jorge hasteavam a bandeira portuguesa, Damião de Freitas deu a sua voz à interpretação da “Portuguesa” e ao “Nkosi Sikileli iAfrika”. Foram também hasteadas as bandeiras da Casa da Madeira e da Região Autónoma da Madeira, ao som do hino da Madeira.

 Os convidados permaneceram no exterior, para saborearem alguns refrigerantes,  bolos e salgados portugueses, em convívio, enquanto os últimos preparativos eram feitos no interior do salão da Casa da Madeira.

 José Luís da Silva deu as boas-vindas a todos os presentes, agradeceu aos patro-cinadores que tornaram possível o evento, bem como aos membros responsáveis da Casa da Madeira e da Sub-comissão do Dia de Portugal, pelo trabalho feito.

A abrir as actuações, estiveram um grupo de crianças, trajadas de vermelho, verde e amarelo, que interpretaram números de dança. As crianças eram alunas da Nadine School of Dance Southern Suburbs.

 Seguiu-se a actuação do Rancho Folclórico da Casa Social da Madeira de Pretória, com o sempre popular “Bailinho da Madeira”, em que membros do rancho vão à plateia buscar pessoas para dançar.

 O mestre-de-cerimónias anunciou depois aos presentes que o buffet do “brunch” estava aberto e convidou todos a servirem-se. Salgados e bolos portugueses compuseram a oferta, com sumos vários, chá e café.

 Enquanto os convidados co-miam, Damião de Freitas entreteve com a interpretação de temas musicais, inclusive o “Bailinho da Madeira”, com uma versão escrita em Inglês pelo próprio Damião.

 Concluída a refeição, foi a vez do Rancho Troyeville/NAC actuar.

 Foi pedida depois, uma intervenção do cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo. Francisco-Xavier de Meireles começou por dar as boas vindas a todos e mostrar-se feliz de estar presente, neste seu primeiro Dia de Portugal, a ser celebrado no seu posto consular em Joanesburgo. “Eu antes de mais nada, quero sublinhar e pedir o vosso aplauso para todos que com tempo e trabalho, da Casa da Madeira, dos ranchos e a subcomissão do Dia de Portugal, podermos estar aqui hoje a celebrar.”

 Continuou ao atestar “eu acho que estamos a viver momentos muito bonitos e especiais para quem é português. O secretário de Estado das Comunidades, fala nesse orgulho de ser português, na sua mensagem do 10 de Junho. Estou muito feliz de poder abrir as comemorações aqui na Casa da Madeira. Porque temos todos bem a consciência que não se pode ser madeirense sem se ser português”, afirmação que mereceu uma forte salva de palmas. Somos todos a mesma coisa, o Cristiano Ronaldo mostra bem isso. Queria também lembrar que o Dia de Portugal alterou o dia nacional para comportar estes aspectos comuns que temos. A língua faz de nós portugueses, representa um passado de tradição, aqui muito bem mostrado pelos ranchos. Com sotaques vários, todos falamos a língua que nos une, em todos os continentes.”

 “A Madeira é um grande contribuinte para esta diáspora lusa. A grande parte dos madeirenses está fora da Madeira, e isto, este facto, está comportado na palavra Comunidades. A viver fora de Portugal, sabemos que com o tempo perde-se a ligação a Portugal. São as culturas que se vão se misturando, gostamos de ver lusodescendentes de sucesso, ver a forma como nos integramos. Enquanto representante do Estado de Portugal, quero deixar uma palavra de orgulho para quem respeita as tradições e cultura de portuguesas. É uma questão de identidade o conhecer as suas raízes e em nada impede fazer parte da “Nação Arco-Íris”.

 O diplomata acrescentou “queria deixar uma palavra de esperança, no que aí vem, podem e devem aqueles que visitam Portugal, transmitir o que se lá passa. Demoramos 20 anos a recuperar Portugal, depois da revolução do 25 de Abril, das crises económicas e sociais, está agora transformado num país de orgulho, há muitos motivos de orgulho de Portugal. A África do Sul, penso também, que irá agora lançar-se depois destes primeiros 20 anos e portanto, acredito que o futuro será ri-sonho.”

 “Desejo-vos a todos, umas ricas e boas comemorações do Dia de Portugal”, rematou o cônsul-geral de Portugal.

 Num breve discurso, a actual presidente da Casa da Madeira de Joanesburgo,  Guida de Freitas, agradeceu a presença de todos. Apelou a uma ajuda ao seu trabalho, de atrair os jovens às associações, clubes e organizações da Comunidade, para dar continuidade e haver sustentabilidade para as próximas gerações. Agradeceu à subcomissão do Dia de Portugal a escolha da Casa da Madeira para a abertura do Dia de Portugal e para o jantar de gala a decorrer no dia 10.

 A manhã foi encerrada com a actuação da artista Diana-Lee de Sousa Moniz, que teve a infelicidade de ver parte da sua actuação cortada a meio, por um curto-circuito numa extensão, que fez disparar o quadro eléctrico e assim apagar as luzes. Pouco depois, a electricidade voltou ao salão e a jovem cantora lusa terminou a sua actuação.

 A manhã acabou com música e convívio pelos espaços da Casa da Madeira.