A propósito do Dia da Restauração

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A propósito do Dia da Restauração

A propósito do Dia da Restauração: Os nossos invasores de hoje são os que nos endividaram para além do tolerável    – afirmou o deputado Ribeiro e Castro,   coordenador do Movimento 1.º de Dezembro

 

O coordenador-geral do Movimento 1º de Dezembro e deputado do CDS-PP, Ribeiro e Castro, criticou ontem a eliminação do feriado, a expressão “protectorado” usada por Paulo Portas para descrever a situação do País e os ataques à ‘troika’.

  No seu discurso nas cerimónias oficiais do 1º de Dezembro, um dos feriados eliminados por este Governo, o deputado do CDS-PP voltou a defender a restauração do feriado e garantiu que o movimento vai continuar a lutar para que isso aconteça.

  “Se nunca há uma boa altura para acabar com o 1º de Dezembro, o único feriado em que celebramos o valor fundamental da independência nacional, este tempo desgraçado e acabrunhado foi um momento particularmente mau para o fazer”, afirmou Ribeiro e Castro.

  O deputado do CDS-PP criticou uma expressão muito utilizada pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, líder do seu partido, de que Portugal está sob protectorado.

  “Nós não estamos sob protectorado. Isso não é tecnicamente correcto. E, se fosse verdadeiro, seria ainda pior. (…) O discurso lamuriento do protectorado impede e bloqueia aquela política europeia assertiva de que precisamos há tanto tempo, uma política para a Europa, uma política para Portugal”, disse, criticando “quem aprecie repetir, dia sim, dia, que estaríamos até num quadro de protectorado”.

  O deputado do CDS-PP criticou ainda os constantes ataques à ‘troika’ e defendeu que a responsabilidade da situação do país é interna.

  “Os nossos invasores são os que nos endividaram para além do tolerável: o Estado, o sistema financeiro, outros ainda. Não é boa política gritar contra estrangeiros, quando o mal está cá dentro, e temos de o superar e resolver pela reforma do Estado e reorientação da economia, Não é sensato culparmos estrangeiros em vez dos nossos maus governos, por cuja eleição só nós somos responsáveis”, disse.

História de Portugal recorda que crise não se ultrapassa com resignação

      – António Costa

 

 O presidente da Câmara de Lisboa afirmou que a crise não se ultrapassa com resignação e rendição, dando o exemplo do Dia da Restauração da Independência, mesmo que já não seja feriado nacional.

 

 Falando em Lisboa, na cerimónia oficial da comemoração do Dia da Restauração da Independência, António Costa recordou que os portugueses têm que fazer da “resistência, da decisão e da te-nacidade o meio para ultrapassar os obstáculos e vencer o que parecia invencível”.

 Pela primeira vez, hoje o dia da Restauração da Independência não é feriado nacional, mas o presidente da câmara de Lisboa garantiu que a cidade irá manter as comemorações, porque é preciso “um sentimento patriótico” que leve “a reencontrar a Pátria como casa comum”.

 No entender de António Costa, o 1.º de Dezembro de 1640 mostrou que, em política, “nada é inelutável ou inevitável. Que os caminhos únicos levam a becos sem saída. Que há sempre alternativas e soluções diferentes”.

 “A sociedade não se torna coesa cultivando a divisão. A economia não se reanima enfraquecendo-se. A pobreza não se combate aumentando-a”, declarou.

 No espaço europeu, o autarca referiu ainda que Portugal, como qualquer outro país, não pode aceitar ser menos do que os outros países”.

 Como em 2014 a efeméride acontecerá num dia útil, António Costa revelou que pretende transformar o centro da cidade “numa grande sala de aula coletiva, espaço de História ao vivo, recriando 374 anos depois, nos diversos locais onde a História se fez, os acontecimentos que conduziram à libertação de Portugal”.

“O facto de ser dia de aulas, permitirá fazer desta data uma evocação ainda mais viva e participada, que ocupará todo o coração da cidade, mobilizando os milhares de alunos das nossas escolas”, disse.