A equipa Campeã do Mundo de Hóquei em Patins precisa do apoio do público

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A equipa Campeã do Mundo de Hóquei em Patins precisa do apoio do público

Selecção sul-africana de hóquei em patins voltou a subir ao escalão máximo da modalidade. Constituída por jovens atletas luso-descendentes, nomeadamente Cláudio Araújo, Ri-cardo de Sousa, Leandro Araújo, Nelson Mendes, Fernando Maia, e Sérgio Araújo da ACP de Pretória; Adilson Correia e Daniel Martins do Sporting de Joanesburgo;

 Michael Guerra da APF de Vanderbijlpark; e Ricardo Figueiredo da URI, a selecção sul-africana de hóquei em patins, contando por vitórias os jogos disputados para o Mundial-B no Uruguai, que lhe valeu o primeiro lugar no campeonato, voltou a subir ao escalão principal da modalidade.  

 No pequeno diálogo travado com o “directorr” da equipa, David de Sousa, proprietário da Jock’s Autobody & Dent Removers, em Mitchel Street, de Pretoria West, um entusiasta que neste desporto não só tem acompanhado de perto, como se tem revelado um incansável defensor e colaborador da modalidade, ficamos a saber alguns dos vários pormenores que muito terão contribuído para o sucesso verificado neste campeonato, como principal a união e vontade férrea de vencer entre todos os atletas, demonstrado em todo o torneio, desde o primeiro ao último jogo da prova.

 Foi uma união e conjunto de esforços colectivo impressionante entre todos os jogadores, nenhum se melindrando ter de ficar no banco, ou ser substituído no decorrer dos jogos, todos dando a todos o apoio que levou às vitórias, todos se batendo como autênticos leões em todas as partidas, e no seu querer antes quebrar que torcer, realçando em relação a Joaquim Coimbra o facto de estar sempre com a equipa, até guarda-redes suplente chegando a ser nos dois primeiros jogos, ou seja até à chegada de Ricardo Figueiredo, que por motivos circunstanciais e vindo da Suíça, só passou a actuar a partir do terceiro encontro, considerando por outro lado e muito importante o contributo do chileno Rodrigo na orientação da equipa durante o campeonato.

 Essa coesão e cerrar fileiras entre todos os atletas, a denunciar a vontade de vencer, começou quanto a si na preparação da equipa, que desde Maio até à partida a 23 de Novembro para o Uruguai, decorreu nos pavilhões da ACP de Pretória e da APF de Vanderbijlpark, em todos eles sempre bem visível a garra e determinação, e nem o facto de no Uruguai terem de ficar hospedados em hotel a mais de sessenta quilómetros do local dos jogos em Canelones, distância que os terão impedido de sempre que tivessem uma pequena oportunidade, pudessem em pequenos ensaios, nem que mais não fosse, preparar o próximo encontro, aliado a algum ambiente desfavorável em certos jogos, especialmente contra a formação do país organizador, e a partir de quando começou a dar mostras de ser uma das fortes pretendentes ao título, terá abalado a moral da equipa, a patentear sempre técnica e forma física apurada.

Com palavras de apreço em reconhecimento, aos que colaboraram com a selecção neste Mundial-B, com os seus nomes gravados nos equipamentos, de Pretória a Jock’s Autobody, Pro-Beat Autobody, Precision & Sons, TMM Holdings, Ash Media, Tree Mendes e Pesca Atlântic; de Joanesburgo o PCC – Proffesional Cost Consultants, o Silicon SKY e o Hybrid; e a Nessa de Vanderbijpark, Da-vid de Sousa, que vem desempenhando as funções de director da selecção desde 2009, em que na Áustria ficaram em segundo lugar, po-sição que deu acesso ao escalão (A) .

 Na Argentina em 2011 em que infelizmente baixaram ao escalão (B), e este agora de 2012 no Uruguai, em que voltaram a subir de escalão, e certamente irá continuar no cargo até ao próximo Mundial – A, a disputar como tudo indica em Angola no mês de Setembro de 2013, traçou em linhas gerais, a forma como decorreu este agora da subida, em que todos estão de parabéns.

 Apitado por árbitros do Uruguai, Brasil, Inglaterra, Argentina, Portugal, Macau e África do Sul, este último país representado por Tony Correia, participaram neste campeonato, dividido em duas séries, no grupo-A a África do Sul, o Uruguai, o México e o Egipto, com a Índia a desistir da competição, e no grupo-B, a Inglaterra, a Áustria, a Holanda, Macau e Israel, tendo a selecção sul-africana vencido todos os jogos disputados, 8-2 ao México, 4-3 frente ao Uruguai, 8-3 ao Egipto, nos quartos-de-final Israel por 6-1, nas meias-finais o Uruguai por 6-1, e na empolgante final a Inglaterra por 4-3.

 Quanto à classificação foi primeiro com medalha de ouro a África do Sul, segundo com medalha de prata a Inglaterra, terceiro com meda-lha de bronze a Áustria, quarto o organizador Uruguai, quinto a Holanda, sexto Macau, sétimo Israel, oitavo o México, e nono o Egipto.

 Quanto a golos marcados o jogador da equipa sul-africana foi a vencedor, tendo marcado 14. A honra coube a Leandro Araújo com  14;  por sua vez Ricardo de Sousa e Cláudio Araújo marcaram 9;  Adilson Correia, 4; Michael Guerra, 3; e com um cada, Nelson Mendes e Sérgio Araújo, sendo o mais rápido do torneio obtido por Ricardo de Sousa, no jogo da meia-final contra o Uruguai, quando iam decorridos apenas cinco escassos segundos.

Acompanhou a selecção, nesta deslocação ao Uruguai, a jovem Mónique Jardim, de Joanesburgo, uma das melhores atletas neste desporto, em femininos, a quem em reconhecimento ao seu valor, consequente dedicação à modalidade e ao facto de querer estar presente no Uruguai em apoio à selecção sul-africana, lhe foi dada a oportunidade de ali poder ser também delegada aos jogos. 

 Numa altura em que o hóquei em patins parece não ter o apoio que merece da nossa comunidade, como disso é prova o desinteresse manifestado na constante redução de assistência aos jogos, a selecção demonstrou com mais este feito, digno de todos os elogios e os maiores aplausos, ser ingrato o conceito de decadência que se faz deste desporto, e bom seria que as pessoas reconsiderassem e passassem a acarinhar e a acompanhar mais de perto, e com o seu apoio e colaboração não deixassem morrer uma modalidade que os portugueses introduziram na África do Sul.

 É chegada a altura do público marcar a sua presença nos estádios a apoiar os novos Campeões do Mundo. Os rapazes precisam desse estímulo.