A Condessa-Rainha Teresa é a biografia possível da mãe de D. Afonso HenriquesA Condessa-Rainha Teres

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A Condessa-Rainha Teresa é a biografia possível da mãe de D. Afonso Henriques
A obra “A Condessa-Rainha Teresa” é, segundo os seus autores, os historiadores Luís Carlos Amaral e Mário Jorge Barroca, “a biografia possível” da mãe de D. Afonso Henriques.

 Os autores afirmam que “os dados disponíveis [sobre a condessa] são muito lacuna-res” e, dos cerca de 33 anos à frente das políticas do Condado Portucalense, há “pouco mais de sete dezenas” de documentos.
  Esta documentação cingese a aspectos político-administrativos, nada se conhecendo de concreto da esfera privada, nomeadamente “os traços fundamentais da sua personalidade”, “o que se sabe dos seus sentimentos”, “acerca do seu aspecto físico”, “a forma como vestia, do que comia e os espaços que habitava”, ou sobre “a sua dimensão religiosa”, escrevem os historiadores.
 Apenas num documento, meses antes de D. Afonso Henriques nascer, o seu marido, D. Henrique de Borgonha, “infringe um pouco o tradicional formalismo diplomático” e refere-se-lhe como “mulher formosíssima” e “dulcíssima”.
  Argumentam os autores que esta não é uma biografia “no sentido clássico e restrito do termo”, mas “um retrato verosímil de uma mulher na sua época, procurando-se entender o seu enquadramento familiar, humano e político”.
  Os historiadores dão especial ênfase à mãe de D. Teresa, Ximena Moniz, “que é habitualmente menos referida e estudada”.
  A obra, editada pelo Círculo de Leitores, divide-se em três partes: na primeira, faz-se o enquadramento familiar; na segunda, é traçada “uma síntese do quadro político no qual D.ª Teresa foi adquirindo um protagonismo activo e influente”, e finalmente, na úl-tima, “como se estruturava a cúria portucalense e quem eram os nobres e os oficiais que a integravam e circula-vam junto de D.ª Teresa”.
Os autores são professores da Faculdade de Letras do Porto. Luís Carlos Amaral doutorou-se em 2008, com uma dissertação sobre a diocese de Braga no período da reconquista, e Mário Jorge Barroca doutorou-se em 1996, com uma dissertação sobre epigrafia medieval portuguesa.