À 14.ª jornada da Liga e com o futebol a regressar só no próximo ano Benfica derrota FC Porto na Luz

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Benfica O Benfica venceu ontem na Luz o FC Porto, por 1-0, com um golo de Saviola, na 14º jornada da Liga de futebol, mas o seu treinador, Jorge Jesus, começou a ganhá-lo no “banco” ao colega Jesualdo Ferreira.

 O Benfica foi superior ao FC Porto, desde logo na abordagem ao jogo, pela forma como conseguiu assumir a iniciativa e emprestar profundidade ao seu jogo ofensivo, ao contrário dos portistas incapazes de estender o jogo até à área encarnada.
 Para tal, Jorge Jesus surpreendeu ao colocar Urreta no onze inicial, por forma a jogar com dois médios-ala bem abertos sobre as alas (Ramires na direita e Urreta na esquerda) que impedissem que um dos laterais encostasse em Saviola para a marcação.

 Ao fazê-lo, o treinador do Benfica obrigou Jesualdo Ferreira a recuar Fernando para a marcação a Saviola, pelo perigo que este representava e que o desenrolar do jogo veio a confirmar: o argentino foi uma “pedra-chave” no jogo – e não só pelo golo.
 Com Fernando muito perto dos centrais Rolando e Bruno Alves, e com dois médios de “tracção traseira”, em particular Guarín, o FC Porto foi sempre uma equipa sem profundidade atacante, apesar de jogar num sistema de 4x3x3, com Hulk e Cristian Rodriguez abertos nas alas e Falcão desamparado entre os centrais do Benfica.

 Os tetracampeões nacionais só conseguiam fazer chegar a bola à frente em jogo directo, para os seus três homens do ataque, numa opção fácil de anular para a defesa benfiquista, bem plantada, concentrada e de frente para a bola.
 Ao invés, o Benfica estendeu sempre o jogo à área portista, desde logo por pressionar em zonas mais adiantadas do terreno, depois porque a sua ala direita impulsionou a equipa e deu-lhe profundidade e envolvimento, com Maxi e Ramires a revelarem-se fundamentais, para além da acção de Saviola, o melhor em campo.

 O argentino é um jogador com um toque de bola e uma inteligência de jogo singulares e sua movimentação foi fundamental para o Benfica ganhar a “batalha” do meio-campo.
 No confronto Guarín/Meireles com Javi Garcia/Carlos Martins, ganho pela dupla “encarnada”, Saviola foi importante a preencher espaços no “miolo” para receber a bola e a abri-los para a entrada dos médios de trás para a frente.

 O FC Porto nunca teve um Saviola que disfarçasse a opção por dois médios de contenção, incapazes de estender o jogo e de transportar a bola – a primeira vez que o ataque portista criou perigo foi através de Hulk que veio atrás, pegou na bola e correu com ela cerca de trinta metros até à área benfiquista.