6 mortos e 72 feridos em 2 acidentes que envolveram mais de 50 viaturas na autoestrada Aveiro-Viseu

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acidentesOs acidentes que na segunda feira ocorreram na autoestrada 25 e causaram seis mortos e 72 feridos obrigaram à intervenção de vários meios de socorro, entre 40 profissionais do INEM, duas dezenas de ambulâncias e seis viaturas de emergência médica.

 De acordo com a informação disponível no sítio da Internet do Instituto Nacional de Emergência Médica, estiveram ainda envolvidos na operação de socorro “duas viaturas de intervenção em catástrofe com montagem de um posto médico avançado”, com o objectivo de fazer a “triagem e prestação dos primeiros cuidados das vítimas”.
 Foram também encaminhadas para o local seis Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação do Hospital de Viseu, Hospital de Aveiro, Centro Hospitalar de Coimbra, Hospital de Santa Maria da Feira, Hospital Pedro Hispano e um de reserva do INEM, bem como uma Unidade Móvel Intervenção Psicólogos para “situações excepção”.

 Os helicópteros “estavam a postos mas por razões atmosféricas não puderam transportar qualquer vítima”, lê-se no sítio da Internet do INEM.
 No terreno estiveram um total de 40 profissionais do INEM, entre 10 médicos, 15 enfermeiros, dois operadores de Comunicações Emergência, 10 técnicos de ambulância de emergência, duas psicólogas e um técnico de telecomunicações.
 Além destes, estiveram “mais de 20 ambulâncias no local”, cinco dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, três dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades e duas dos Bombeiros Voluntários de São Pedro do Sul.
 Estiveram também ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, Bombeiros Voluntários de Besteiros, Salvação Pública de São Pedro do Sul, Bombeiros Voluntários de Santa Comba, Bombeiros Municipais de Viseu, “Aveiro Novos, Aveiros Velhos, Águeda, Estarreja e Murtosa”.
 A operação de socorro contou também com “vários veículos e equipas de desencarceramento”.

 Os acidentes ocorreram cerca das 16:00 de segunda-feira, junto ao nó de Talhadas, em Sever do Vouga, um em cada sentido, envolvendo mais de meia centena de veículos e provocando seis mortos e 72 feridos.
 Das mais de 50 viaturas sinistradas, 12 arderam e destas duas eram camiões.
 Segundo fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o primeiro choque ocorreu no sentido Aveiro-Viseu, registando-se o segundo, no sentido inverso, poucos minutos depois e a poucas centenas de metros de distância.

* Seguradoras deverão indemnizar proprietários dos veículos antes de apurar responsabilidades
          
 As seguradoras envolvidas no acidente de segunda feira na A25 deverão acionar um protocolo para choques em cadeia que prevê a indemnização imediata dos proprietários dos veículos antes do apuramento de responsabilidades, disse à Lusa a Associação Portuguesa de Seguradores.
 “Ao abrigo deste protocolo as seguradoras abdicam do apuramento da responsabilidade e regularizam os danos – materiais ou corporais – directamente com os seus segurados”, explicou Miguel Guimarães, director geral adjunto da Associação Portuguesa de Seguradores, acrescentando que as seguradoras deverão reunir-se nos próximos dias para decidir.

 Num acidente de trânsito sem estas características, as seguradoras fazem a peritagem do sinistro para avaliar de quem é a culpa e depois de apuradas as responsabilidades, a seguradora do veículo culpado assume as despesas pelos danos causados no outro automóvel.
Caso o protocolo seja accionado para o choque em cadeia de segunda feira, cada seguradora “assume os danos ocorridos nos veículos da sua própria companhia” ainda antes de concluído o processo de peritagem do acidente, o que torna o “processo de indemnização muito célere”, acrescentou o responsável.

 Só numa segunda fase, as seguradoras procedem ao apuramento de responsabilidades e definem a partilha de despesas entre si.
 Em 2000, um choque na A1 que envolveu 223 veículos levou à criação de um protocolo específico para acidentes em cadeia, entretanto assinado por mais de 30 seguradoras que actuam em Portugal.
 Desde então, este protocolo já foi accionado por quatro vezes: em dezembro de 2003 num acidente na A1 que envolveu 23 veículos; em 2004 num choque na A23 entre 71 automóveis; em outubro de 2005 num sinistro da A1 de 25 veículos e em Novembro do mesmo ano num acidente de 70 veículos.

 Em manchete, o Diário de Notícias avança que “Acidentes na A25 vão custar mais de 5 milhões a seguradoras” e o Diário Económico refere “Seguradoras pagam no imediato estragos dos choques em cadeia na A25”.
 Ainda sobre os acidentes da A25, o Jornal de Notícias mostra “Rostos marcados pela tragédia”, o Correio da Manhã assegura que “GNR adivinhava tragédia” e o Público salienta “Dois corpos ainda por identificar”.
 O i apresenta três títulos sobre segurança nas estradas: “Radares. Governo falha rede nacional de 100 aparelhos. Agora promete 30”, GNR investiga incêndio de carro a GPL que matou duas pessoas no desastre da A25”.

* Mais de 400 acidentes e nove mortos em segunda feira “trágica” nas estradas portuguesas

  Segunda feira foi um dia considerado “atípico” em matéria de sinistralidade rodoviária, tendo-se registado 417 acidentes, nove mortos, 41 feridos graves e 174 feridos ligeiros, revela a GNR.
 “Segunda feira foi um dia atípico, como não se via há muito tempo. Foi um dia trágico”, disse à agência Lusa o tenente coronel Carlos Duarte, do comando geral da Guarda Nacional Republicana (GNR).
 De acordo com os dados disponibilizados na página on-line da GNR, a média de acidentes registados na última semana é de 250 sinistros por dia, com duas mortes em cada dia.
 No dia 20 de agosto foi o dia em que se registou mais acidentes (275) e mais mortos (4), números, ainda assim, bastante inferiores aos registados esta segunda feira.
 Além dos dois acidentes registados na A25, em Sever do Vouga, que envolveram mais de meia centena de veículos e provocaram seis mortos e 72 feridos, foram registados outros três acidentes graves nas estradas nacionais.
 O despiste de um veículo ligeiro na estrada municipal 565, na localidade de Águas, Penamacor, distrito de Castelo Branco, provocou um morto, o mesmo resultado verificado num outro acidente em Mourão, no distrito de Évora.
 A colisão de três veículos ligeiros no IP4, perto de Vila Real, provocou também um morto e ainda dois feridos graves.
 O nevoeiro e a chuva foram apontados pelo tenente coronel Carlos Duarte como os principais factores destes acidentes e por isso, aconselhou a um “cuidado reforçado”.

* Ministro apresenta condolências às famílias das vítimas
          
 O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, lamentou a morte de seis pessoas nos dois acidentes da A25, apresentando “sentidas condolências” às famílias dos falecidos.
 Rui Pereira, que se deslocou ao local onde decorreram os dois choques em cadeia, desejou também “um rápido e completo restabelecimento dos feridos”, que estão internados em diversos hospitais.
 Escusando pronunciar-se sobre as eventuais causas do sinistro, o governante classificou-o como um “terrível acidente de viação”, que originou seis mortos (duas crianças, duas mulheres e dois homens), além de 72 feridos, dos quais 48 em estado grave.
 Segundo o ministro, os meios de socorro e as polícias “funcionaram bem, dando o seu melhor para minimizar as consequências devastadoras do acidente”.