6.ª vitória consecutiva do ANC nas eleições gerais sul-africanas em 25 anos de democracia

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 O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apelou no sábado à unidade nacional, afirmando que o país votou por uma sociedade “mais igual e livre de pobreza” e em paz com o mundo.

 O Chefe de Estado sul-africano, que falava após a Comissão Eleitoral Independente (IEC) declarar sábado como “livres e justas” as eleições de quarta-feira, em que o Congresso Nacional Africano (ANC), venceu por maioria  pela sexta vez consecutiva,  adiantou que o “povo votou por uma África do Sul unida em que possa valorizar o seu potencial”.

 “Votaram por uma sociedade mais igual, livre da pobreza e fome, votaram por um país em paz consigo mesmo e com o mundo”, salientou Ramaphosa.

 O Presidente sul-africano declarou ainda que “a democracia emergiu vitoriosa”, acrescentando que o “povo mandatou todos os líderes” do “país a construírem uma África do Sul melhor para todos”.

 “Vamos trabalhar em conjunto – negros, brancos, mulheres e homens, jovens e idosos – para construir uma África do Sul que seja verdadeiramente de todos que aqui vivem, que seja unida, não racial, não sexista, democrática e próspera”, declarou o Chefe de Estado.

 O actual Presidente da África do Sul foi confirmado no final do dia de sábado como Chefe de Estado, com 57,5% dos votos, depois de ter terminado a recontagem dos boletins de voto.

 A Comissão Eleitoral Independente declarou que o ANC vai governar o país por mais cinco anos com uma maioria de 230 deputados no Parlamento, após uma década de fraco crescimento económico, aumento da corrupção no Estado e tensões raciais no país.

 O Congresso Nacional Africano, pelo qual militou Nelson Mandela, nunca obteve menos de 62% nas eleições gerais anteriores, sendo este o seu pior resultado desde o início da democracia, em 1994, segundo a informação disponibilizada pela Comissão Eleitoral Independente, depois de todos os distritos contados.

 Em 1994, com Nelson Mandela, o ANC obteve 62,65%, em 1999, 66,35%, em 2004, conquistou 69,69% dos votos, resultado que não viria a ser igualado ou ultrapassado nas três eleições seguintes.

 Em 2009, o ANC foi a escolha de 65,90% do eleitorado e, cinco anos depois, em 2014, este número voltou a descer, para 62,15%, registando nova quebra no acto eleitoral da semana passada, apesar de concorrer com Cyril Ramaphosa, conhecido “delfim” do líder histórico do ANC e tido, segundo alguns analistas, como “a melhor aposta para a unificação das facções no seio da sua organização e do futuro do país”.