2015 foi um ano perdido para empresas que esperavam apoios comunitários

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2015 foi um ano perdido para empresas que esperavam apoios comunitários

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) admitiu que 2015 foi “um ano perdido” para os fundos comunitários do 2020 que, disse, “é uma corrida de fundo” e deve “manter uma dinâmica permanente de abrir concursos”.

 “Durante o ano de 2015 surgiram problemas [no Portugal 2020], até porque se introduziram algumas alterações nos processos administrativos que acabaram por dificultar não só a abertura de concursos, como a própria candidatura das empresas e das associa-ções”, afirmou Paulo Nunes de Almeida.

 Para o responsável, que falava à margem de um seminário sobre o Portugal 2020, “o ano de 2015 foi um ano perdido no que respeita ao efectivo apoio às empresas e às instituições" o que levou a que "uma das preocupações deste Governo, quando tomou posse, fosse tentar rapidamente inverter essa situação”.

 “O Portugal 2020 não é uma corrida de 100 metros, é uma corrida de fundo e isso significa que temos que manter uma dinâmica permanente de abrir concursos, analisar, contratualizar e pagar”, destacou o presidente da AEP.

 Paulo Nunes da Almeida lembrou que foi precisamente para inverter os atrasos no 2020 que o novo governo apresentou o programa para injetar 100 milhões de euros na economia portuguesa em 100 dias.

 Segundo o responsável, graças ao “100 milhões em 100 dias” houve, até ao final de Janeiro, “um aumento significativo quer em termos de contratualização quer em termo de pagamento de incentivos e isso é o que efectivamente conta para as empresas”.

 “Ainda não chegámos aos 100 milhões, mas ao ritmo que vejo vamos a caminho de conseguir alcançar essa meta”, salientou Paulo Nunes de Almeida, destacando porém ser vontade da AEP “que se consiga ultrapassar esses 100 milhões e que se consiga ir um pouco para além”.

Também sobre o Portugal 2020, sublinhou ser um programa com “uma missão a cumprir que é ser uma alavanca importante não só para o investimento mas também para o aumento da competitividade”.

 “É aí que devemos centrar a nossa preocupação”, rematou.