2010 tem de ser um ano de acção – afirmou o presidente Jacob Zuma

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Jacob Zuma

Jacob ZumaO presidente Jacob Zuma proferiu no Parlamento da Cidade do Cabo, na noite de quinta-feira, o discurso designado por “O Estado da Nação” onde assinalou que “falo-vos hoje precisamente 20 anos sobre a data histórica em que o Presidente Nelson Mandela saiu da prisão”

  O chefe de Estado focou em seguida o panorama económico do país na reestruturação da atmosfera devido à crise económica mundial: sofremos a primeira recessão económica em 17 anos, A crise custou à nossa economia 900.000 empregos. Muitos dos afectados eram os chefes de famílias pobres. Em Fevereiro do ano passado, o Governo, representantes de negócios e dos trabalhadores bem como líderes comunitários concordaram que fosse implementado um pacote de medidas para reduzir a escala e o impacto da crise.

  O Governo reduziu despesas mas incrementou investimentos em infraestruturas. Para auxiliar as famílias mais carenciadas o executivo governamental aumentou os apoios sociais e estendeu o subsído às crianças até aos 14 anos de idade.
  Nos próximos três anos, um número adicional de dois milhões de crianças de famílias carenciadas, de idade compreendida entre 15 e 18 anos irão beneficiar do subsídio de apoio à infância/juventude.

  A Corporação de Desenvolvimento Industrial disponibilizou 6 biliões de randes para ajudar companhias em situação financeira crítica.
  O Governo introduziu um esquema de formação que faculta aos trabalhadores a opção de um período de treino profissional em vez de despedimento compulsório. Esta iniciativa está a ser impulsionada no programa dos trabalhos de obras públicas.
  O líder sul-africano evocou que em Fevereiro do ano anterior tinha anunciado que até Dezembro de 2009 iriam ser criados 500.000 postos de trabalho. Zuma enfatisa agora que esses postos de trabalho não são na vertente principal da economia do país mas sim oportunidades de trabalho para os desempregados poderem dispor de receita, experiência laboral e oportunidades de formação. Neste âmbito, diz Jacob Zuma, foram criados 480.000 oportunidades de trabalho até Dezembro de 2009, ou seja 97% da meta projectada.

  Esses postos situaram-se na área da construção civil, cuidados assistenciais ao domicílio e às comunidades, e projectos ligados ao meio ambiente.
  A tónica principal do discurso do “Estado da Nação” incidiu em que “o ano de 2010 tem de ser um ano de acção”.
 O presidente respondia assim a muitas críticas do público sobre a não prestação de serviços municipais e governamentais, algumas das quais se tornaram extremamente violentas que obrigaram à intervenção de agentes policiais a disparar balas de borracha contra a população.
 O presidente exortou os estudantes a aplicarem-se nas matérias curriculares e reafirmou que “queremos os alunos e professores nas escolas, dentro das salas de aula, a aprender e ensinar durante sete dias por semana”.

  Zuma enfatisou o desejo de que os fina-listas da escola secundária (Matric) qualificados para ingressar na universidade atinjam o número de 175.000 por ano em 2014.
  Referindo que a perspectiva de vida caiu de 60 anos em 1994 para 50 anos hoje, pelo que há que desencadear campanhas mais intensas de prevenção e tratamento para reduzir as vítimas do HIV Sida e tuberculose.

  Assinalou também a necessidade de um programa massivo de imunização das crianças para reduzir a mortalidade infantil. Prometeu reinstalar programas de saúde nas escolas.
  Zuma focou também a espiral da criminalidade reafirmando a posição do Governo de proteger os cidadãos, para que todos se sintam em segurança na África do Sul. Para o efeito, observou, está a ser implementado o plano estatal de aumentar agentes policiais – mulheres e homens – em 10% nos próximos três anos.

  O chefe de Estado frisou que foram identificados como prioritários o combate ao sequestro e roubo de veículos à mão armada; os furtos nas residências e nos negócios; bem como os casos de homicídio, violação e assaltos. Exortou a comunidade a comunicar informações à Polícia e a revelar actividades criminais, bem como a participar nos foruns locais civis de segurança.
  O orador salientou a necessidade de desenvolvimento dos meios rurais para equilibrar o desbalanço de progresso existente entre a cidades e centros urbanos e as vilas e aldeias do interior.

 Neste âmbito, Zuma disse que tinha sido lançado em Agosto do ano passado em Giyani, na Província do Limpopo, o primeiro projecto-piloto do Programa Compreensivo de Desenvolvimento Rural. Acrescentou que, desde então, já foram construídas 231 casas. Foram também aplicadas medidas para providenciar infraestruturas de suporte ao desenvolvimento agrícola bem como treino para membros da comunidade.

  Manifestou a vontade de que 60% dos fogos (agregados familiares) consigam atingir as necessidades alimentares com  produção própria no ano 2014.
  Uma das situações preocupantes é a problemática da água na África do Sul. O orador observou que se continua a desperdiçar o precioso líquido através de canalizações a verterem e devido a infraes-truturas inadequadas. Afirmou que o executivo está a implementar medidas para reduzir essas perdas de água em metade no ano 2014.

  Zuma felicitou Irvin Khoza, Danny Jordan e Carlos Alberto Pereira pelos esforços para termos um Mundial condigno.