162 milhões de euros de apoio às empresas madeirenses até 2020

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162 milhões de euros de apoio às empresas madeirenses até 2020

O quadro comunitário de apoio à Região Autónoma da Madeira para o período 2014/ 2020 vai disponibilizar 162 milhões de euros de incentivos às empresas, revelou  no Funchal o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva.

 "É um número largamente satisfatório para o que estava previsto inicialmente em termos de apoio ao tecido empresarial e às empresas", disse João Cunha e Silva, salientando que a perspectiva inicial era a de "perder cerca 80% dos fundos comunitá-rios".

 No decurso da apresentação do Sistema de Incentivos à Internacionalização das Em-presas da Madeira, o vice-presidente do governo disse que a União Europeia, após negociações "árduas, complicadas e difíceis", estipulou um total de 844 milhões de euros de apoios para a região autónoma.

 "Dessa verba vamos extrair 138 milhões de euros para as empresas", sublinhou João Cunha e Silva, explicando que o valor corresponde a uma comparticipação da União Europeia de 85% aos projectos.

 "Portanto, acrescentando os 15% de comparticipação regional, estaremos neste qua-dro 14/20 com apoios às empresas na ordem dos 162 milhões de euros", vincou.

 João Cunha e Silva realçou, por outro lado, que o anterior quadro comunitário de apoio, bem como a Lei de Meios (verbas destinadas à reconstrução de infraestruturas na ilha após o temporal de 20 de fevereiro de 2010), impediram a região de cair, em termos de emprego, "num buraco bem mais fundo do que aquele que apresenta hoje". O vice-presidente admitiu que o desemprego teria atingido os 30%.

 "Tenha-se em atenção que o sistema de incentivos ao funcionamento [das empresas] garantiu apoio a mais de 2.500 empresas num tecido tão pequeno como o nosso. A Lei de Meios garantiu quase a totalidade das obras, garantindo postos de trabalho na construção civil", salientou.

 João Cunha e Silva destacou, ainda, o empenho do Instituto de Desenvolvimento Empresarial da Madeira nas negociações com a União Europeia, sublinhando que "não era um dado adquirido" que voltasse a concordar com a manutenção dos apoios.

 Os incentivos à internacionalização das empresas prevê apoios até um limite de 250 mil euros não reembolsáveis.