103ª Assembleia-Geral da União Cultural Recreativa e Desportiva Portuguesa

0
130

Sócios decidem atribuir nome de Francisco Gonçalves ao pavilhão multiusos da colectividade

* Contas aprovadas por unanimidade

 

  Decorreu na terça-feira 27 de Outubro 2020, pelas 19 horas, na União Cultural Recreativa e Desportiva Portuguesa, a centésima terceira Assembleia-Geral (AG) do clube.

  Desta reunião anual de prestação de contas aos associados, decorreu a decisão de baptizar o pavilhão multiusos da colectividade como “Pavilhão Francisco Joaquim Gonçalves” em homenagem ao sócio falecido recentemente, mais conhecido no seio da Comunidade como “Ti Chico”.

  Isto em consagração ao trabalho de mais de cinquenta anos de Francisco Gonçalves, sócio com mais de cinco décadas, ex-presidente da colectividade e que ocupou vários cargos dentro da União e que dedicou a vida em prol do clube.

  A moção foi aprovada por maioria e mereceu um forte aplauso dos 25 sócios presentes. Foi também decidido atribuir ao sócio Joaquim Guimarães a categoria de sócio benemérito, também por todo o trabalho em prol da União e pela vida de associado, atleta no clube e membro activo de várias direcções. A moção foi aprovada por unanimidade.

  No fim de tarde, pelas 19 horas, os sócios juntaram-se no primeiro andar da União Portuguesa 25 sócios do clube para realizarem a AG. O presidente da Assembleia-Geral, o comendador José Valentim, deu as boas-vindas a todos os presentes e o vice-presidente da mesa, José Luís da Silva, leu a lista de presenças dos sócios.

  O comendador José Valentim pediu depois que todos os presentes se levantassem e guardassem um momento de silêncio em memória de todos os sócios da colectividade que perderam a vida durante este tempo de pandemia e que o clube esteve encerrado.

  Logo de seguida, foi lida a acta da 102ª AG realizada em 2019. A acta foi dada como correcta e que reflectiu fielmente tudo o que decorreu naquela reunião. Foi aprovada por unanimidade.

  O presidente da AG passou depois a palavra ao presidente da colectividade, José Contente, que leu o relatório referente ao período de mandato. O presidente Contente agradeceu a presença de todos e explicou, que apesar da pandemia e das restrições impostas pelo Ministério da Saúde da África do Sul, a colectividade não esteve ao abandono.

  Os compromissos de ordenados, manutenção, limpeza e vistoria de segurança foram todos cumpridos semanalmente. Referiu as dificuldades decorrentes da pandemia como as receitas do clube terem passado “a zero” com todos os eventos desportivos e culturais a serem cancelados, a devolução dos depósitos pagos pelo aluguer do pavilhão e espaços do clube também fizeram um rombo na contabilidade da instituição.

  O presidente agradeceu a força e ajuda de todos, em particular a Marinda Garrana e a Adelaide Contente na elaboração do balancete de contas e na catalogação de todos os assuntos referentes ao clube no que respeita à contabilidade.

  Apelou a uma União sempre portuguesa e forte e pediu a participação de todos neste período de recuperação pós-“lockdown”.

  Joaquim Guimarães fez depois o seu relatório de contas como presidente do Conselho de Con-tabilidade. Referente ao ano financeiro de Março 2019 e Fevereiro 2020, o total de receitas da União foi de um milhão oito mil e trinta e três randes (1 008 033) e com um total de despesas de 874 086 randes, o lucro total da União cifrou-se nos 130 963 randes, após impostos.

  Joaquim Guimarães anunciou um empréstimo feito pelo presidente, no valor de 139 mil randes para fazer face às despesas do clube inerentes à pandemia e à falta de receitas. O que dá à União um fundo de maneio operacional no valor de 105 mil randes. As contas, depois de algumas questões levantadas e explicadas, foram postas à aprovação feita por unanimidade.

  O parecer do Conselho Fiscal, presidido pelo sócio Carlos Borges, foi favorável e aprovou o balancete de contas do ano fiscal 2019-2020 e o balancete de contas operacionais do corrente ano 2020, devido à pandemia.

  Carlos Borges agradeceu ao comendador José Valentim por todo o trabalho e impulso dado ao clube bem como o trabalho feito pelo sócio Victor Garrana “por tudo o que fez até agora”.

  O comendador José Valentim propôs o sócio Joaquim Guimarães para sócio benemérito, por tudo o que fez enquanto sócio atleta e mais tarde responsável da contabilidade em várias direcções da colectividade.

  “Por se ir reformar em Portugal, achamos justa esta homenagem e este agradecimento ao nosso sócio e amigo Jock Guimarães”, declarou o comendador Valentim. A proposta foi aceite por unanimidade.

  Por fim, sob o tema “geral” da agenda de trabalhos, o presidente da AG propôs que o pavilhão multiusos da União seja rebaptizado de “Pavilhão Francisco Joaquim Gonçalves, por uma vida de trabalho em prol da União, muitas vezes em detrimento da família e dele próprio. Foi presidente desta casa, foi presidente da AG, foi presidente do Conselho Fiscal, tesoureiro, foi secretário, enfim… fez tudo, mas tudo pela União. Acho que todas as palavras são poucas para descrever a entrega e o trabalho do “Chico” pela União”.

  A proposta foi votada contra, pelo filho de Francisco Gonçalves, Luís Gonçalves, que propôs ao invés da nomeação do pavilhão, que a União fosse vendida e um terreno comprado noutro local da grande Joanesburgo para construir uma nova União e que aí, nesse novo espaço, o novo campo de futebol fosse baptizado com o nome do pai.

  Após a argumentação feita em prol da proposta apresentada ter sido ouvida por todos, a proposta anterior foi votada por maioria e aceite.

  A sessão foi então encerrada, com novo ano de actividade aberto e com eleições na próxima AG a ter lugar daqui a um ano.

Michael Gillbee