José Avelino Bettencourt, o sacerdote português que a semana passada foi nomeado núncio apostólico e elevado a arcebispo pelo Papa Francisco, vai ser o próximo embaixador do Vaticano na Arménia. A nomeação foi tornada pública na quinta-feira pelos serviços da Santa Sé, e confirmada pelo próprio diplomata.
Desde 2012 que José Avelino Bettencourt é o chefe de protocolo do Vaticano — sendo por isso responsável pelo acolhimento de chefes de Estado estrangeiros que se reúnem com o líder da Igreja Católica –, função que agora abandona para assumir o mais alto posto da diplomacia da Santa Sé.
“Arménia é ‘uma região de ponte’ entre o Ocidente e o Oriente, onde vive um povo que tem sofrido. O Papa esteve lá em 2016, ele mesmo quis ir visitar o país, o que é um sinal de proximidade entre a Igreja e aquele país, que tem uma comunidade católica pequena”, sublinhou o recém-nomeado arcebispo, dizendo-se “muito honrado por ir para um lugar a que o Papa está atento”.
“O principal desafio, garante, será representar o Santo Padre num contexto que tem uma dimensão ecuménica muito interessante, estando perto da pequena comunidade católica”.
José Bettencourt é o segundo português a chegar ao mais alto nível da diplomacia vaticana, depois do cardeal Manuel Monteiro de Castro, que exerceu funções em Antígua e Barbuda, El Salvador, Honduras, África do Sul, Lesoto e Espanha.
O arcebispo nomeado confirmou que a ordenação como bispo decorrerá no dia 19 de Março, na Basílica de São Pedro, em Roma. A ordenação acontece no dia em que se comemoram cinco anos da inauguração do pontificado de Francisco.
O novo embaixador do Papa nasceu na ilha de São Jorge, nos Açores, em 1962. Ainda jovem, emigrou com a família para o Canadá, país onde fez a sua formação teológica e onde foi ordenado padre em 1993.
Depois de ter passado por duas paróquias canadianas (incluindo uma comunidade de emigrantes portugueses), José Bettencourt entrou no serviço diplomático do Vaticano em 1999.
Fez o doutoramento em Direito Canónico em Roma e começou a sua carreira diplomática na Nunciatura Apostólica no Congo, como conselheiro de nunciatura. Regressou a Roma em 2003 para ser nomeado monsenhor e assumir funções como capelão do Papa.
Em 2012, o Papa Bento XVI nomeou-o chefe de protocolo da Santa Sé, cargo em que ainda se mantém. Actualmente, é responsável pela preparação das visitas oficiais do Papa e pelo acolhimento de chefes de Estado estrangeiros no Vaticano.
Em 2013, Cavaco Silva condecorou-o com a Ordem Militar de Cristo, pela sua “competência, lealdade e dedicação”.







































