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Desperdício doméstico de água em Portugal atinge 750 milhões de euros por ano
19-Jul-2010

Desperdício doméstico de águaO desperdício doméstico de água em Portugal atinge anualmente 750 milhões de euros, situação que “exige medidas urgentes”, porque dentro de 15 anos haverá escassez desse recurso, alertou o presidente da Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP).





 “São números assustadores”, afirmou Silva Afonso, docente da Universidade de Aveiro e presidente da ANQIP, instituição criada há três anos com o objectivo de contribuir para a eficiência hídrica.
 Estima-se que se percam anualmente três mil milhões de metros cúbicos de água, metade em meio urbano, em edifícios e redes públicas, acrescentou.

 Para Armando Silva Afonso, que há alguns anos atrás foi presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro (CCRC), esta situação é mais grave perante a perspectiva de Portugal ter problemas de água a partir de 2025, em especial no Sul, e estarem em causa valores monetários que representam 0,64 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).
 Por cada ano de atraso na aplicação de medidas de eficiência hídrica com a construção de novos edifícios são mais dois milhões de metros cúbicos de água desperdiçada em Portugal, salientou.

 Estima-se que os gastos domésticos mais significativos de água, entre 70 e 80 por cento, sejam com chuveiros e autoclismos, e nesse sentido a ANQIP criou um sistema nacional de rotulagem de dispositivos comercializados.
 De acordo com aquele responsável, apesar de ser um sistema voluntário já 75 por cento dos autoclismos no mercado estão rotulados, apostando agora a associação na rotulagem de chuveiros e torneiras.

O caudal normal dos chuveiros oscila entre os 12 e os 15 litros de água por minuto, mas o responsável desta associação estima que uma redução para seis litros por minuto, com associação de ar, preserva a sensação de conforto no banho.
 Com dispositivos eficientes será possível “com facilidade poupar 30 por cento” naqueles consumos domésticos de água, salienta Silva Afonso.
 A ANQIP, além de uma recente auditoria ao Estádio Universitário de Coimbra, em que concluiu ser possível poupar 37 por cento nos consumos de água, já tinha apresentado um projecto para o Loure-shopping, com uma poupança de 24 por cento.

 Actualmente tem eu curso auditorias a 33 edifícios públicos da zona de Aveiro e avançará com auditorias em hospitais de vários pontos do país, que são considerados grandes consumidores, e nos quais Silva Afonso prevê poupanças financeiras significativas.
 Alguns municípios também já recorreram aos seus serviços para análise técnica de projectos e vistoria de obras referentes a redes de água e esgotos.
 A ANQIP aconselha também a adopção de sistemas de aproveitamento da água das chuvas, e atualmente tem em curso um estudo de controlo da qualidade para a sua utilização na rega.

 A Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais foi fundada há três anos, tem sede em Coimbra e agrega seis universidades e um total de 120 associados, públicos e privados.

* Sistema eficiente poupa 21 mil euros por ano ao Estádio Universitário de Coimbra

 O Estádio Universitário de Coimbra iniciou este mês um conjunto de transformações e de novas práticas que permitirão ao final do ano uma economia de 37 por cento de água, e uma poupança de 21 mil euros.
 O projecto, que será concretizado no prazo de um ano, prevê um investimento da ordem dos seis mil euros que será recuperado com as poupanças de água em quatro meses apenas, revelou Pedro Santos, assessor de imprensa da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC).

 Algumas das transformações adoptadas resultam de uma auditoria realizada pela Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP), que apresentou um projecto de intervenção com medidas de “relativa simplicidade e baixo custo”.
 Trata-se de intervenções de promoção da eficiência hídrica através da instalação de dispositivos mais eficientes e de ações de sensibilização para práticas individuais do consumo.

 “Projecta-se que a poupança que será possível atingir se situe na ordem dos quatro mil metros cúbicos de água por ano, o que equivalerá a uma poupança financeira de cerca de 21 mil euros”, adiantou a mesma fonte.
 A aplicação de ponteiras economizadoras em torneiras existentes, a instalação de torneiras temporizadas, a regulação dos tempos de abertura dos temporizadores das torneiras e duches, a regulação dos volumes de descarga ou a aplicação de redutores de caudal são algumas das medidas adotadas.
 Paralelamente às intervenções de cariz técnico, segundo Pedro Santos, o Estádio Universitário vai pôr em prática uma campanha de sensibilização junto dos utentes e dos funcionários, evidenciando que pequenas alterações nos comportamentos individuais poderão resultar em diminuições importantes no consumo de água.

 Em causa estão medidas como a redução dos tempos de abertura das torneiras ou a comunicação de fugas e mau funcionamento dos dispositivos, acrescentou.

 O Estádio Universitário de Coimbra acolhe actualmente uma média diária de 1400 utilizadores para a prática de 22 modalidades desportivas.
Nos últimos quatro anos teve uma média anual de consumo de 11 mil metros cúbicos de água. O encargo anual médio com os consumos de água foi superior a 44 mil Euros.

 

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