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O FC Porto apurou-se para as meias finais da Taça de Portugal de futebol com go-leada no Dragão 5-2 sobre o Sporting, que estava invicto na competição desde... 2003, num total de 25 desafios.
Rolando (18 minutos), Falcao (34 e 42), Varela (48) e Mariano (57) materializaram o expressivo triunfo, que o golo vistoso de Izmailov (22) e ou-tro de Liedson (90+2) pouco atenuaram: José Peseiro (três jogos), Paulo Bento (20) e Carlos Carvalhal (dois) foram os artífices do recorde do “leão” que o “dragão” fulminou.
Com este desaire, o Sporting foi afastado de mais uma importante competição, depois de sexta feira ter ficado a 15 pontos dos líderes da Liga: resta-lhe agora a Liga Europa e Taça da Liga.
O FC Porto, que tem a missão dificultada para chegar ao pentacampeonato, deu mais um passo para conquistar a 15.ª Taça, que significaria igualar o rival - em 21 confrontos directos na prova, os “azuis e brancos” ampliaram a vantagem para 13-8 em apuramentos.
Mesmo sem contar com os habituais titulares Helton, Bruno Alves, Raúl Meireles, Rodriguez e Hulk, os pupilos de Jesualdo Ferreira pareceram a única equipa em campo, revelando sempre uma ambição e controlo de jogo muito superior ao adversário.
O Sporting, sem Djaló e Vukcevic, nunca se encontrou, na exibição mais discreta dos últimos anos no Dragão: a defesa tremeu, o meio campo quase não existiu (não marca nem constrói) e a linha avançada, perdida, ressentiu-se disso mesmo.
O FC Porto mostrou desde o apito inicial que queria ganhar vantagem madrugadora, multiplicando-se em remates à baliza de Rui Patrício, que mostrava segurança quando teve de intervir: até aos 17 minutos, os “dragões” tinham 7-1 em remates, três deles defendidos pelo guarda-redes.
O domínio “azul e branco” traduziu-se em golo ao minuto 18, quando um canto de Belluschi sofreu um desvio ao primeiro poste até chegar à coxa de Rolando, que, na pequena área, se limitou a empurrar (1-0).
O Sporting, que até à altura só tinha feito um remate, sem nexo, de Liedson, conseguiu um lisonjeador empate fruto da classe e potência de re-mate de Izmailov (22), a 30 metros, que só parou no fundo das redes, de nada valendo o voo de Beto (1-1).
O desafio baixou de ritmo até que Falcao (34) procurou espaço à entrada da área e atirou rasteiro e central, com o esférico a passar por baixo do corpo de Rui Patrício, que, mesmo alegando não ter visto a bola partir, ficou mal na “fotografia” (2-1).
Os portistas voltaram a crescer e Falcao (42), oportuno, ganhou de cabeça ao central de marcação e atirou para o 3-1, resultado que premiava uma atitude mais ambiciosa e castigava a invulgar apatia e “leonina”.
Carvalhal trocou Saleiro por Pongolle ao intervalo, mas foi Varela a precisar de apenas três minutos para marcar, em lance individual culminado com remate cruzado, de ângulo curto, que bateu no poste mais distante e entrou para o 4-1.
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