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O Conselho de Ministros do Governo sul-africano deve reunir na próxima quarta-feira, sob a presidência de Jacob Zuma, que no dia seguinte profere o seu discurso sobre o Estado da Nação, na abertura oficial do novo ano legislativo no Parlamento, na Cidade do Cabo.
Embora não seja conhecida a agenda do Conselho de Ministros, o Presidente da República, Jacob Zuma deve transmitir ao seu Gabinete informações sobre a sua recente participação no Forum Económico Mundial, em Davos, na Suiça, e na Cimeira da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia.
O discurso de Jacob Zuma no Parlamento, a 11 de Fevereiro, coincide com o dia do 20.º aniversário da libertação de Nelson Mandela da Cadeia de Victor Verster, em Paarl, e o fim do regime de apartheid anunciado pelo então presidente FW de Klerk.
Na sexta-feira, Zuma será o anfitrião de um almoço de convívio, no Groote Schuur Estate, na Cidade do Cabo, com antigos presos políticos.
Relativamente ao discurso do Estado da Nação, admite-se que o Presidente da República defenda de forma clara o programa governamental de combate à Sida, principalmente depois da revelação do nascimento do 20.º filho de Jacob Zuma, fruto da sua mais recente relação amorosa com Sonono Khoza, de 39 anos, divorciada, filha do influente dirigente do clube de futebol Orlando Pirates e presidente do comité sul-africano organizador do Mundial de Futebol, Irvin Khoza.
Fontes próximas de Jacob Zuma referem que o discurso presidencial na abertura do ano legislativo enfatize a fase avançada de preparação em que o País se encontra para receber o Mundial de Futebol e os progressos alcançados pelo Executivo em cinco áreas prioritárias da governação: educação, combate ao crime, saúde, criação de empregos e desenvolvimento rural.
Zuma teve ontem em Paarl uma reunião com quadros do ANC da Província do Cabo Ocidental e visitou depois a aldeia de Embekweni, onde discursou perante dirigentes locais do Congresso Nacional Africano. Hoje, o Presidente visita as comunidades residentes em Gugulethu, estando o programa integrado nas comemorações do 20.º aniversário da libertação de Nelson Mandela e da legalização dos partidos políticos que estiveram proibidos na África do Sul até Fevereiro de 1990, incluindo o ANC.
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